Criadores de peixe do nordeste recebem 50 mil alevinos de tambaqui

Ao todo, 60 famílias de piscicultores foram contemplados e vão aumentar a produção em seis municípios

27/04/2020 11h59 - Atualizada em 27/04/2020 13h23
Por Aline Miranda (EMATER)

Entrega foi possível por meio de uma parceria entre a Emater e a SedapPor meio de uma parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), 60 famílias de piscicultores do nordeste paraense receberam, no último 23 de abril, 50 mil alevinos de tambaqui para robustecer a produção de peixe em seis municípios: Castanhal, Inhangapi, Igarapé-Açu, Santa Izabel do Pará, Santo Antônio do Tauá e Igarapé-Açu. 

Os alevinos foram doados pela Sedap. À Emater, couberam a seleção das famílias, a mobilização, a distribuição e o acompanhamento dos projetos nas propriedades. 

Todas as famílias já criam tambaqui em tanques escavados, sob atendimento regular da Emater. A atividade tem se mostrado cada vez mais promissora para a agricultura familiar da região de Castanhal, em termos de geração de renda e segurança alimentar, como complemento ao plantio de mandioca, horticultura e criação de pequenos animais, como galinha caipira. 

Na atualidade, a Emater atende de modo direto cerca de 100 famílias na área de piscicultura na região de Castanhal, a qual compreende 19 municípios. 

A entrega foi realizada na Base da Sedap no município de Terra Alta, onde os alevinos são produzidos, e sob o contexto da pandemia do novo coronavírus: todos mascarados e com a devida higienização. Para evitar aglomeração, a Emater dispôs uma logística na qual as famílias fossem representadas por no máximo um técnico do escritório da Emater no respectivo município junto com um líder comunitário, presidente de associação ou chefe de grupo de trabalho.

Transporte exigiu manejo e cuidado específico“Consideramos que essas 60 famílias dos seis municípios representam cerca de 30 comunidades diferentes. Montamos uma logística com associações e grupos de trabalho, que incluía os veículos da Emater e nossos técnicos, porque o transporte dos alevinos exige um manejo específico, um cuidado especializado. Da Base da Sedap eles já saíram com o acondicionamento correto. Em alguns casos, só o técnico da Emater veio representar. Foi o mínimo de presença física e o máximo de representação”, pontua o supervisor do escritório regional da Emater em Castanhal, o engenheiro agrônomo Antônio Carlos Macêdo. 

Ele também ressalta que, mesmo na pandemia, a Emater, como órgão do governo do Estado fundamentalmente ligado à produção de alimentos, não parou em nenhum momento; apenas adaptou suas ações de modo a evitar riscos aos funcionários e aos agricultores. “A produção de alimentos não pode parar porque, mais do que nunca, a sociedade precisa de nós. Agora, estamos lançando mão de ações estratégicas, como esta, e acentuando o atendimento por tecnologias a distância, como whatsapp e telefone, na medida do possível”, completa.