Famílias atingidas por alagamentos em Belém começam a receber Fundo Recomeçar

A iniciativa do governo do Estado vai ajudar mais de 1.500 famílias que viveram o drama das cheias

07/04/2020 19h11 - Atualizada em 07/04/2020 20h15
Por Dayane Baía (SECOM)

Maria Albertina Braga, uma das beneficiadas, assina o recebimento do recurso no BanparáO Governo do Pará iniciou o pagamento do benefício para as famílias cadastradas no Programa Recomeçar, criado em parceria pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará e o Banco do Estado do Pará (Banpará) para auxiliar vítimas de alagamentos causados pelas fortes chuvas na Região Metropolitana de Belém. Moradores do Conjunto Promorar, no bairro da Maracangalha, receberam o crédito de um salário mínimo (R$ 1.045,00) nesta terça-feira (7).

O governador Helder Barbalho recebeu as famílias no Palácio do Governo, e ouviu o relato do drama que elas viveram com os alagamentos. “Este é um momento de solidariedade, de colaborar com aqueles que perderam eletrodomésticos, suas casas, em face dos alagamentos ocorridos em nosso Estado. Iniciamos a entrega deste benefício, para que todos que tiveram perdas e foram cadastrados pelo Corpo de Bombeiros possam ter esta forma de diminuir o sofrimento. O governo do Estado está ao lado neste momento de dificuldade para o reinício, o recomeço, para que possam enfrentar o desafio das fortes chuvas e dos alagamentos ocorridos no Estado, particularmente na nossa capital”, disse o chefe do Executivo.

O presidente do Banpará, Braselino Assunção, informou que o investimento no Programa Recomeçar chega a R$ 277 mil, na primeira etapa de pagamento do benefício para 265 famílias. “Esse fundo foi criado pelo governador, com muita sensibilidade, para minimizar o sofrimento e o prejuízo das pessoas que foram atingidas por alagamentos e chuvas. É um estímulo ao recomeço, por isso o nome do projeto”, explicou.Via Banpará, o Programa Recomeçar vai dispor de R$ 277 mil na primeira etapa de pagamento

Muitas perdas - Moradora há quase 40 anos do Conjunto Promorar, Maria Albertina Braga, 67 anos, viu a água invadir sua casa como nunca havia ocorrido. “Foi o primeiro ano que encheu tanto assim. Ela enchia, mas vazava, e agora ficou empoçada. A altura foi acima do joelho. Minhas coisas foram tudo por água abaixo. Perdi guarda-louça, cadeira, sofá, meu fogão. Eu não tive condição de levantar rápido, porque a água veio com tudo. Era gente me ajudando, mas não deu para levantar tudo de uma vez”, contou Maria Albertina, cuja casa foi cadastrada, junto com as 1.579 outras residências visitadas pelas equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Estadual.

“De início, o Corpo de Bombeiros foi acionado através do Decreto 608/2020, que cria o benefício eventual para famílias atingidas por inundações. Até o dia 30 de abril, todas as famílias que se sentirem prejudicadas podem se cadastrar por meio do site dos Bombeiros (www.bombeiros.pa.br)”, orientou o comandante da corporação, coronel Hayman Apolo.

A dona de casa Rita Baltazar também vai reduzir as perdas em casa com os recursos do FundoA família da dona de casa Rita Baltazar também teve muitas perdas, por isso considera que o benefício veio em boa hora. “Essa semana, até domingo, ainda está enchendo bastante. Esse valor vai ajudar para comprar alguma coisa. Pelo menos alguém está amparando. Muitas pessoas perderam muitas coisas, e a gente jamais iria imaginar que alguém olharia por nós. Eu estou feliz porque vou receber. Minhas roupas estão no saco, e posso comprar um guarda-roupa. Eles viram e se compadeceram da realidade, o quanto estamos necessitados”, disse Rita Baltazar.