Governo avalia implantação de nova ferramenta de combate ao desmatamento no Pará

Proteção da produção agrícola e da pecuária é um dos objetivos

25/03/2020 14h18 - Atualizada em 26/03/2020 17h26
Por Carol Menezes (SECOM)

Um estudo feito em parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pode ser incluído ao protocolo de monitoramento de desmatamento do Governo do Estado. Nesta quarta-feira (25), o governador do Pará, Helder Barbalho, junto com o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Mauro O’de Almeida e sua equipe, participaram de uma reunião, por meio de video-conferência, com o Prof. Raoni Guerra Lucas Rajão, que ministra Estudos Sociais da Ciência e Análise de Políticas Ambientais na instituição, no Palácio do Governo, em Belém. Eles conheceram mais sobre a metodologia. 

Segundo o secretário de meio ambiente, a análise foca nas cadeias econômicas do Estado ligadas à pecuária e aos grãos. "Mostrei esse estudo ao governador Helder Barbalho, sensibilizando-o no sentido de internalizar esse estudo como mais uma ferramenta de monitoramento e fiscalização, para que possamos montar uma estratégia dentro de uma nova perspectiva", detalhou.

A estratégia citada durante a video-conferência inclui a contratação de mais de 100 fiscais para atuação nos desdobramentos do programa “Amazônia Agora”, iniciativa focada em uma baixa emissão de carbono com macro aproveitamento das áreas já utilizadas pelos homens, por meio de avanços de técnicas.

Helder barbalho, governador do Pará, e o secretário Mauro O’de Almeida, da SemasMauro O’de Almeida confirmou que, dentre as medidas que compõem o plano de ações, constam métodos de compensação, regularização e abertura de crédito para quem atua de forma adequada. "Pelo cruzamento de dados de inteligência, de tecnologia de informação para identificar nominalmente e individualmente qual a empresa ou indivíduo praticando desmatamento a partir da atividade econômica, teremos uma ferramenta de transparência para atuar em sintonia fina com o que pretendemos, vamos ter maior clareza", reforçou o secretário.