Emater orienta plantio de pimenta do reino em Unidade de Referência Tecnológica

28/02/2020 14h53 - Atualizada em 28/02/2020 15h16
Por Rodrigo Reis (EMATER)

Neste mês de fevereiro, agricultores de Baião, no nordeste paraense, plantaram 500 mudas de pimenta-do-reino dentro de uma Unidade de Referência Tecnológica (URT). O plantio foi feito pelo método da gliricídia (tutor vivo), árvore leguminosa cujo tronco serve de apoio para o desenvolvimento dos pés de pimenta. A ação foi realizada na comunidade quilombola São Tomé Bracinho de Icatu e foi acompanhada de perto por técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), que orientaram sobre técnicas de plantio. 

A URT é um projeto da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e que conta com a parceria da Emater na aplicação de assistência técnica diferenciada a agricultores rurais. O projeto da URT em Baião começou em 2017, mas só neste mês, depois de cumprir várias etapas, o plantio foi realizado. A colheita deve começar em 18 meses, sendo que uma planta pode render até 2,5 quilos de pimenta. 

No total, 25 famílias remanescentes estão inseridas no projeto. Segundo o chefe local da Emater em Baião, o técnico em agropecuária Emanoel Pantoja, todas as famílias foram orientadas sobre preparo de área, abertura de cova, aplicação de calcário, adubação e tratamento preventivo de doenças.

“Todo o conhecimento repassado pela Emater aos agricultores, nas ações realizadas na URT, podem ser multiplicados em outras culturas, inclusive, já que os técnicos abordam sobre todo o processo de plantio da planta, que vai desde preparo do solo até colheita. O mais interessante é que as famílias estão se envolvendo mais, se interessando em aprender e multiplicar” explica Pantoja. 

Ainda de acordo com o técnico, o plantio foi feito pelo método da gliricídia (tutor vivo) é tendência e deve ser seguido por demais produtores de pimenta. A técnica permite que, em vez de desmatarem para conseguir madeira ou comprarem a preços altos, os produtores utilizem como tutor vivo as estacas de gliricídia para sustentar o desenvolvimento da planta. A gliricídia repassa nitrogênio ao solo, além de servir para sombreamento. 

O plantio das 500 mudas na comunidade Icatu contou com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Secretaria Executiva de Agricultura Familiar de Baião (Semaf). Nas feiras e mercados de Baião, o quilo da pimenta do reino é comercializado a R$ 5.