Sejudh ministra oficina sobre a situação de refugiados no Estado

Objetivo foi fortalecer e capacitar a rede de atendimento aos migrantes, com foco na prestação de um serviço de qualidade

14/02/2020 09h55 - Atualizada em 14/02/2020 12h55
Por Governo do Pará (SECOM)

O coordenador de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Renato Menezes, agentes da Cáritas, voluntários e parceiros Para fortalecer e capacitar a rede de atendimento que acolhe pessoas em situação de refugio no Pará, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), por meio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo (Ctetp), ministrou oficina para os agentes da Cáritas Brasileira Regional Norte II, voluntários e parceiros. A ação ocorreu na quinta-feira (13).

Evento foi promovido pela Cáritas BrasileiraO evento foi uma iniciativa da Cáritas Brasileira, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entidade de promoção e atuação social que auxilia os cidadãos em situação de refúgio. “Nosso intuito é qualificar os agentes Cáritas que atuam nos municípios do Estado e voluntários, para prestar um serviço de qualidade, além de ampliar o conhecimento sobre os atores que fazem parte da rede de atendimento”, declarou a articuladora regional da entidade, Joana Lima.

Mais de 650 migrantes indígenas e não indígenas já procuraram a Sejudh, desde 2017. A pasta atua, especificamente, na articulação para a emissão do protocolo de refúgio junto a Polícia Federal, expedição de CPF junto a Receita Federal e Carteira de Trabalho junto a Superintendência Regional do Trabalho, além de articular políticas publicas que melhorem a qualidade de vida e de estadia dos migrantes no Pará.

O coordenador de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo, Renato Menezes, explicou o trabalho que é feito através da secretaria. “Fizemos um apanhado geral dos serviços que são realizados pelo órgão, que incluem a solicitação da documentação para fins de regularização, sobretudo, para que os migrantes tenham acesso à saúde básica e outros benefícios”, frisou o gestor.

A secretária executiva da Cáritas de Abaetetuba, Antônia Botelho, acredita que a falta de compreensão atropela a acolhida dos migrantes dentro da sociedade, uma vez que o preconceito impede de enxergar que todas as pessoas são sujeitos de direitos. “A palestra começou dizendo que migrar é um direito e precisamos conscientizar a sociedade sobre isso, porque é através da compreensão que podemos acolher quem precisa de nós”, afirmou Antônia Botelho.