Governo publica edital de licitação para restauro completo do Palacete Faciola

Construído na época da Belle Époque, o palacete receberá do Estado, via Secult, investimento superior a R$ 18 milhões

22/01/2020 23h03 - Atualizada em 23/01/2020 13h37
Por Josie Soeiro (SECULT)

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), publicará nesta quinta-feira (23) o edital de licitação para as obras de restauração completa do Palacete Faciola e prédios vizinhos. As propostas serão abertas no dia 27 de fevereiro, às 10 h, na sede da Secult (Avenida Magalhães Barata, 830, em Belém). Qualquer empresa nacional ou estrangeira em funcionamento no Brasil pode participar do processo licitatório. O investimento previsto é de R$ 18.365.674,47, com previsão inicial de duração da obra de 27 meses (dois anos e três meses).

Em 2019, o governador Helder Barbalho anunciou a decisão do Estado de restaurar a edificação. No mesmo período, a Secult iniciou os trabalhos de conservação preventiva, à espera do restauro completo, previsto no plano de ação da Secretaria para 2020.

O projeto contempla também os dois prédios vizinhos ao Palacete, que fazem parte do conjunto arquitetônico. Inicialmente, o Palacete vai abrigar o Museu da Imagem e do Som (MIS); o Departamento de Patrimônio Histórico Artístico e Cultural (Dphac) e um centro cultural.

Originalidade - "A expectativa é que as obras iniciem ainda no final do primeiro trimestre deste ano. O Palacete foi fechado bem antes de ser integrado ao patrimônio do Estado, há quase 18 anos, e agora, finalmente, será aberto. Isso marca uma quebra de paradigma dentro dessa proposta. Todo o inventário do prédio já foi realizado anteriormente, faz parte do processo licitatório. A recomposição vai ser completa, desde a fachada com seus azulejos, mantendo sua originalidade, até a parte interna", informou o secretário de Estado de Cultura em exercício, Bruno Chagas.

O Palacete Faciola é uma das principais edificações da arquitetura de Belém da Belle Époque, o áureo Ciclo da Borracha. Foi integrado ao patrimônio do Estado em 2006, e transferido para a Secult em 2012.