Selecionados no 'Meu Endereço' participam do terceiro módulo de formação

O projeto é realizado pela Sectet e UFPA e contempla moradores de bairros atendidos pelo Programa Territórios pela Paz

22/01/2020 17h52 - Atualizada em 22/01/2020 20h28
Por Jeniffer Galvão (SECTET)

O Projeto “Meu Endereço, lugar de paz e segurança social” realiza nesta semana o terceiro módulo do curso “Formação de Agentes de Cadastramento”, direcionado às pessoas já selecionadas. O “Meu Endereço” é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), e faz parte das ações do Programa Territórios pela Paz (TerPaz), implantado pelo governo do Estado como diretriz de combate à violência e às vulnerabilidades sociais.

As equipes avaliam fotografias das residências para identificar problemasO terceiro módulo foi iniciado na segunda-feira (20), e prossegue até sexta (24), com aulas teóricas realizadas na Seccional do Guamá. Participam os 21 moradores selecionados no ano passado – três de cada bairro: Bengui, Cabanagem, Guamá, Jurunas e Terra Firme, em Belém; Icuí, em Ananindeua, e Nova União, em Marituba.

As aulas teóricas são alternadas com o treinamento prático, que ocorre durante as visitas técnicas às famílias. “Neste módulo estamos vendo como elaborar o parecer técnico sobre as questões de habitabilidade, condições da estrutura física da residência e segurança geral do imóvel”, explicou a coordenadora do projeto, Myrian Cardoso.

Risco de acidente – Nesta quarta-feira (22), depois de assistir à apresentação de Myrian Cardoso, os participantes foram divididos em quatro equipes, que passaram a avaliar fotografias das residências das famílias que serão atendidas pelo projeto. Em seguida, cada grupo apresentou o que conseguiu identificar nas condições dos imóveis.

Caio Tavares, morador do bairro do Jurunas, foi porta-voz da sua equipe. O primeiro aspecto levantado pelo grupo foi a fiação elétrica pendurada na parede de madeira. “A fiação está exposta, próxima a sacos plásticos colocados nos vãos da madeira. É um risco muito grande de incêndios, que infelizmente são comuns na nossa cidade”, disse Caio Tavares.Os participantes do curso alternam aulas teóricas com treinamento em campo

Moradora da Terra Firme, Gabriela Santos chamou atenção para as frestas entre as tábuas, dizendo que a água da chuva pode contribuir para que haja curto-circuito. As equipes também destacaram a inexistência de acessibilidade, já que a moradora tem dificuldade de locomoção, e usa muleta. Clemilton Nogueira Júnior, do Jurunas, mostrou que a equipe dele também detectou o risco de doenças, já que ratos e animais peçonhentos poderiam entrar facilmente.

Módulos – Em 2019 foram realizados dois módulos do Curso de Agente de Cadastramento. O primeiro abordou noções gerais de cidadania e direito à cidade. No segundo, os participantes aprenderam como fazer o levantamento de informações físico-sociais das residências. Depois do módulo que está sendo realizado nesta semana, os agentes de cadastramento voltarão às aulas teóricas nos dias 29, 30 e 31 de janeiro, para aprender sobre sistematização das informações levantadas.

Myrian Cardoso ressaltou que as etapas são sempre correlacionadas. “Vamos realizando a formação teórica ao mesmo tempo em que realizamos as visitas às famílias. Desta forma, os agentes vão aprimorando a teoria com a prática, e vice-versa”, informou, acrescentando que serão visitadas pelo menos 500 famílias cadastradas nos territórios. “As famílias que apresentarem condições mais urgentes terão prioridade no auxílio técnico e tecnológico oferecido pelo projeto”, garantiu a coordenadora.