Oficina de compostagem orienta moradores do bairro do Guamá

Com a composteira a população transforma os resíduos orgânicos da cozinha em adubo de excelente qualidade.

16/01/2020 16h40
Por Ronan Frias (SEMAS)

Uma oficina de compostagem direcionada a moradores do bairro do Guamá e a agentes ambientais formados, em 2019, pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), ocorreu nesta quinta-feira (16), no auditório das Seccional Urbana da comunidade. A ação faz parte do Programa Territórios pela Paz (TerPaz), do governo do Estado, que trabalha em sete bairros de Belém, Ananindeua e Marituba, da Região Metropolitana, para combater fragilidades sociais, como segurança e cidadania.

A compostagem é uma ótima solução para reduzir o volume de resíduos domésticos que são encaminhados para os aterros e geram prejuízos.

Técnicos da Semas orientam todo o processo de transformação de resíduos orgânicos em adubo para uso em jardins, hortas, desde a produção das composteiras, até a utilização do composto orgânico no plantio. O produto também pode gerar renda aos comunitários.

Um adubo de excelente qualidade para sua horta ou jardineira.

Os palestrantes da Semas, Raphael Sereni e Edira Vidal, explicaram todo o processo da produção do adubo: uso de folhas, cascas de frutas e de ovos, borra de café, proporções nas misturas, tempo de fermentação e demais informações necessárias, com objetivo de serem multiplicadas, replicados na comunidade.

Raphael Sereni e Edira Vidal, explicaram todo o processo da produção do adubo.

“Não é só plantio de hortas e jardins, é uma questão de responsabilidade social com os resíduos. Quando reaproveitados não acumulam e aumentam a vida útil dos aterros sanitários e ainda podem gerar renda”, orienta o servidor da Semas, Raphael Sereni.

A dona de casa, Simone Souza, disse que participou pela primeira vez de uma oficina de compostagem. “O curso é muito bom para nós e para o meio ambiente. Acho que aumenta a nossa qualidade de vida”, avaliou.

Sebastião Ferreira, 78 anos, liderança na comunidade Riacho Doce, falou que nasceu no bairro, que passou toda a vida no Guamá. “Acho ótimo que essa oficina dê uma outra dinâmica para melhorar nosso bairro e outra forma de melhorar a vida”.

Outra participante do curso, Rosilene Ribeiro considerou o aprendizado “bastante proveitoso. Vou usar em casa no meu jardim. Vou tentar fazer uma horta em Mosqueiro, onde tenho mais espaço”, planejou.