Hospital Santa Rosa, em Abaetetuba, será entregue no dia 2 de março

O Hospital também atenderá aos municípios de Cametá, Moju, Igarapé-Miri, Baião, Mocajuba, Barcarena, Oeiras do Pará e Limoeiro do Ajuru.

15/01/2020 16h02 - Atualizada em 15/01/2020 20h16
Por Carol Menezes (SECOM)

O governador Helder Barbalho com o contrato, ao lado dos demais participantes do ato de assinaturaCom a assinatura do contrato de gestão com a organização social Instituto Diretrizes, o Governo do Estado confirmou para o dia 2 de março a abertura do Hospital Santa Rosa, em Abaetetuba. O governador Helder Barbalho, acompanhado do secretário de Estado de Saúde Pública, Alberto Beltrame, e demais lideranças, recebeu representantes da OS para o ato no Palácio dos Despachos, na tarde desta quarta, 15. Com a inauguração, devem ser gerados 500 empregos, sendo 270 diretos e 230 indiretos, com expectativa de abertura de processo de seleção por parte da empresa em duas semanas.

O hospital ocupa uma área de 5.878 m², e abriga oito blocos, com 94 leitos - sendo 72 operacionais, 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e 10 de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) neonatal -, e mais cinco salas para pré-parto, parto e pós-parto. Nos primeiros dez dias de gestão, Helder Barbalho, em uma vistoria, confirmou a existência de um poste elétrico instalado dentro do prédio, além de outros erros de execução. Com recursos do tesouro estadual, ele assumiu a realização das correções no complexo hospitalar que deve atender não só moradores do município, como também de Cametá, Moju, Igarapé Miri, Baião, Mocajuba, Barcarena, Oeiras do Pará e Limoeiro do Ajuru.

O governador Helder Barbalho (c) no momento da assinatura do contrato de gestão com organização social Instituto Diretrizes.

A justificativa para a data de entrega é garantir que o equipamento esteja em pleno funcionamento.

"É um hospital aguardado há muito tempo pela população, que permitirá a busca pelo serviço de saúde pelos moradores da região do Baixo Tocantins sem a necessidade de se deslocar até a Região Metropolitana de Belém. É fundamental que recebam equipado, completo. Esse é um compromisso que firmei com a população de Abaetetuba e que o Governo do Estado reafirma hoje com o anúncio da data de abertura", reforçou o Governador Helder Barbalho.

De acordo com Beltrame, com a conclusão do Santa Rosa, Abaetetuba passa a contar com serviços atualmente não disponibilizados, como os de UTI e UCI. "Recebemos o hospital em péssimas condições, com um poste elétrico instalado no meio do prédio, uma série de defeitos de construção, e durante esse ano nós construímos uma alternativa de viabilização para seu funcionamento. Acrescentando esses leitos, damos qualidade, volume de atendimento e, sobretudo, mais acesso de assistência à população", destacou.

O prefeito municipal, Alcides Negrão, conta que o hospital passou nove anos para finalmente ficar pronto, e custou cerca de R$ 35 milhões aos cofres públicos. No entanto, as gestões anteriores não conseguiram terminar a obra, atrasaram o cronograma várias vezes e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Abaetetuba ficou sobrecarregada. "Quando assumi a prefeitura, em 2017, só haviam dois servidores na obra, enquanto a comunidade era penalizada, já que o Hospital Santa Rosa sempre foi referencia para o município. Saímos felizes do Palácio depois dessa assinatura, que confirma o Governo cumprindo o que prometeu, desde o início, quando identificou as dificuldades e se empenhou junto conosco em resolver as pendências", reconheceu o gestor.

Sobre o hospital - O complexo de média e alta complexidade conta com unidade de urgência e emergência de reanimação à vida; leitos de estabilização; um consultório de classificação de risco; um consultório de clínica geral; um consultório de serviço social e um consultório de enfermagem. Os serviços de diagnóstico e tratamento possuem laboratório de análises clínicas; métodos gráficos; raio-x; ultrassonografia com doppler; mamografia e ecocardiograma.

A construtora responsável pelas obras retirou, no dia 17 de maio, o poste que havia sido deixado no bloco 1, dentro do prédio, onde fica o vestiário masculino. No mesmo mês, a retomada dos serviços foi viabilizada após acordo firmado entre a Sanecon, empresa responsável pelo projeto, e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras públicas (Sedop), intermediado pela Auditoria Geral do Estado (AGE). Em julho, durante vistoria realizada nas dependências da unidade hospitalar, técnicos da AGE comprovaram que todas as pendências foram sanadas.