Em 2020, Promebull aumentará o número de propriedades beneficiadas

Antes restrito ao Marajó, programa de melhoramento genético vai alcançar as regiões Baixo Amazonas, Bragantina e Carajás

08/01/2020 13h25 - Atualizada em 09/01/2020 10h02
Por Governo do Pará (SECOM)

O Programa de Melhoramento Genético de Búfalos com Inovação para o Estado do Pará (Promebull) ampliará o número de produtores beneficiados com a tecnologia. Atualmente, 27 propriedades da região do Marajó contam com bubalinos inclusos na iniciativa. A partir deste ano, devem estar aderindo mais 11 de outras regiões.

De acordo com as informações do mestre em Veterinária, Ofir Ramos, que atua como fiscal do Promebull pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), as propriedades em fase de seleção para a adesão ao programa são dos municípios de Santarém (04), Almerim (01), Alenquer (01) e Monte Alegre (01), na região do Baixo Amazonas; Nova Timboteua (01), Viseu (01) e Terra Alta (01), na região Bragantina; e Parauapebas (01), na região de Carajás.

Ofir Ramos explica que o Promebull visa o melhoramento genético da bubalinocultura familiar leiteira. É fruto de uma parceria entre a Sedap, a Embrapa Amazônia Oriental (que desenvolve as pesquisas do projeto) e a Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa). De acordo com o fiscal, os produtores selecionados recebem treinamento em manejos genético, nutricional e sanitário.

O programa de melhoramento começou somente com a região do Marajó e está sendo expandido para todo o Estado. De acordo com o especialista, o município com o maior número de propriedades inclusas é Cachoeira do Arari, onde há 19 fazendas com búfalos melhorados geneticamente. Logo em seguida, aparece o município de Salvaterra, com seis propriedades, e Soure e Ponta de Pedras, com uma propriedade cada. “Até o momento nasceram 180 bezerros de alto valor genético nessa região”, explicou Ramos.

A expansão do Promebull já havia sido anunciada pelo secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hugo Suenaga, durante a participação no circuito de palestras sobre o programa, no mês passado, em Cachoeira do Arari. A programação, entre outros objetivos, fez uma avaliação sobre os avanços do Promebull e onde precisa se aperfeiçoar. Belém e Santarém também sediaram o circuito de palestras realizado em parceria entre Sedap, Embrapa e Faepa.

“Estamos expandindo essa iniciativa no Estado. O Promebull tem várias vertentes, tanto para o melhoramento genético do animal como para o desempenho na parte de corte e na leiteira para a obtenção de produtos derivados. Cada vez mais, o Governo do Pará, junto com a iniciativa privada e o terceiro setor, está investindo nessa cadeia tão importante para o Estado”, ressaltou o titular da Sedpa, Hugo Suenaga.

Melhorias - Os animais que nascem a partir das inseminações, de acordo Ofir Ramos, são de alto valor genético e econômico e serão capazes de dobrar a média de leite dos produtores do Pará. “O produtor do Marajó produz em média 4,5 litros por animal/dia. Em três anos, através do Promebull, poderemos aumentar para oito a dez litros/dia com o melhoramento genético através das inovações das biotécnicas como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e a Fertilização InVitro para Transferência de Embrião. É preciso formatar a cadeia produtiva dos búfalos aumentando o valor agregado. Para que isso ocorra e avance efetivamente, é necessário que haja um aprimoramento genético nos rebanhos bubalinos”, detalhou o fiscal.

Ramos explicou, ainda, que o sêmen é ofertado pela Embrapa, adquirido de reprodutores de alta linhagem genética. “Houve uma formalização de cooperação técnica científica entre a Embrapa e a instituição de pesquisa da Índia denominada de Ankush, para a troca de repasse de tecnologia”. De acordo com o levantamento feito pela Sedap, em todo o estado do Pará, há 514.308 cabeças de gados bubalinos.