Ophir Loyola: avanços na assistência e mais de 1,2 milhão de atendimentos em 2019

Durante o período, o HOL exerceu planejamento para atender a alta demanda.

02/01/2020 17h08 - Atualizada em 02/01/2020 17h53
Por Leila Cruz (HOL)

Certificado como Centro de Alta Complexidade em Oncologia e Hospital de Ensino pelo Ministério da Saúde (MS), o Hospital Ophir Loyola vem se especializando cada vez mais no tratamento multidisciplinar das doenças crônico-degenerativas. O HOL vem se solidificando, a cada dia, como referência nas áreas de oncologia, neurologia, nefrologia e transplantes e oferece procedimentos e assistência especializada e
multiprofissional na recuperação da saúde dos usuários.

A Autarquia Pública Estadual é vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública do Estado do Pará e caracteriza-se como hospital de grande porte de alta complexidade, constituindo como referência para toda região norte do Brasil. Em 2019, a nova diretoria promoveu um diagnóstico do hospital: uma situação grave com sérios problemas estruturais e de abastecimento de medicamentos, insumos, materiais de
produtos médicos, cirúrgicos e hospitalares necessários para tornar viável o atendimento e tratamento adequado aos pacientes atendidos na instituição.

Estabeleceu-se uma frente de serviço para adequações estruturais e de processos a fim de garantir uma assistência com qualidade e humanitária aos usuários. A instituição avançou nos processos de gestão e conquistou o terceiro melhor desempenho dentre as 23 unidades de saúde participantes do Ciclo 2, do projeto “Lean nas Emergências” do Ministério da Saúde que integra o programa de Apoio ao Desenvolvimento do SUS (PROADI-SUS).

A cada ano, a urgência e emergência oncológica atende, em média, 39 mil pacientes e durante 2019 reduziu em 69% a superlotação na Unidade de Atendimento Imediato, o tempo médio do paciente no pronto-socorro em 92% e o tempo médio de passagem com internação do usuário em 78%.

O diretor-geral, José Roberto Lobato, comemora a redução do tempo de passagem do paciente na urgência até um leito de internação, resultando na redução da sobrecarga na Unidade de Atendimento Imediato.

“Os processos de gestão foram modernizados com uma metodologia baseada em tempo e valor. Isso contribuiu para um melhor atendimento no menor tempo possível, racionalização de recursos e melhor uso de espaços e materiais. Fomos considerados um case de sucesso pelo Ministério da Saúde”,
ressalta.

Uma outra conquista durante o ano letivo concretizou-se com a habilitação e credenciamento de 21 leitos do Centro de Terapia Intensiva (CTI) junto ao Ministério da Saúde. Incorporou-se então recursos de média e alta Complexidade provenientes do SUS na ordem de R$ 5.006.744,96 /ano para o Estado e consequentemente para o Hospital. “Os leitos estavam à disposição do SUS desde 2014 sem que houvesse ressarcimento financeiro pela prestação dos serviços, resolvemos essa pendência em
nossa gestão”, destaca o diretor-geral. A atuação e dedicação de profissionais de renome fizeram do hospital uma instituição reconhecida pela qualidade na prestação dos serviços. A equipe de neurocirurgia
mostrou ser altamente especializada na realização e procedimentos cirúrgicos complexos.

Em abril, realizou pela primeira vez no Estado do Pará, a cirurgia de calosotomia, indicada para casos de epilepsia refratária que não apresentem resposta ao tratamento com dois ou mais medicamentos. O procedimento reduz a quantidade de crises em 70 a 80%, isso permite que o paciente tenha uma vida bem próxima do normal. E em alguns casos, reduz as crises em 100%, garante a cura.

Hospital realiza neurocirurgia inédita para tratar epilepsia no Pará

Em julho, ocorreu a cirurgia de monitorização funcional do cérebro. O tumor estava localizado em uma área responsável pelo controle de funções como a fala e movimentos voluntários do lado direito do corpo do vendedor Marcelo Oliveira, 35 anos. O procedimento de microcirurgia para tumor intracraniano garantiu a integridade dessas estruturas neurais nobres, com o acompanhamento da atividade cerebral, em tempo real, pela equipe médica. A cirurgia retirou o máximo da lesão cerebral sem causar déficits
para o paciente.

O diretor clínico, o neurocirurgião Joel Monteiro de Jesus explica que o hospital possui
um Instituto de Neurologia com assistência multidisciplinar. Há ambulatórios de
diversas subespecialidades para o tratamento de câncer, cirurgia da coluna, doenças
vasculares cerebrais, tumores do sistema nervoso central, neurocirurgia estereotáxica e
funcional.

“Realizamos cirurgias de alta complexidade de forma regular. Para algumas doenças, somente o Hospital Ophir Loyola oferta tratamento, hospitalar e ambulatorial, na rede de atenção púbica em todo o Pará, como o caso da cirurgia para o tratamento de epilepsia refratária", afirma o neurocirurgião.

Na área de Ensino, o Centro de Ensino e Treinamento de Anestesia do Serviço de Anestesia do Hospital Ophir Loyola está entre os melhores do Brasil na formação de especialistas, segundo a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA). O serviço já formou mais de 50% dos profissionais em atividade no Estado e foi classificado entre os 27 melhores ranqueados dentre os 110 centros de ensino e treinamento afiliados à SBA em todo território nacional. A conquista assegura que o Estado do Pará possui um
centro formador de reconhecida excelência no país.

Diante de uma média 102.456 atendimentos por mês, o que totaliza 1.229.477 atendimentos no ano, dos quais os mais frequentes são referentes a pacientes com câncer. Desse total, 646.086 exames, 138.201 aplicações de radioterapia, 353.459 consultas, 30.020 diagnósticos por imagem, 26.153 sessões de quimioterapia, 14.457 sessões de hemodiálise, 3.705 cirurgias, 659 atendimentos domiciliares, dentre outros.