Hospital Regional Público dos Caetés completa um mês de funcionamento

Com 49 leitos, dentre os quais 10 em UTI e 8 de observação/admissão, a Unidade atende à demanda da região nas especialidades de cirurgia geral e traumatologia, contribuindo para a redução do fluxo de pacientes para a Região Metropolitana.

10/12/2019 16h10 - Atualizada em 10/12/2019 18h52
Por Roberta Vilanova (SESPA)

O Hospital Regional Público dos Caetés (HRPC) em Capanema, que nesta quarta-feira (11), completa um mês de funcionamento, já contabiliza 74 internações e se consolida com referência em Traumato Ortopedia e Cirurgia Geral para a população de 16 municípios do Nordeste do Pará, sendo que 50% deles não dispõem de nenhuma unidade hospitalar.

A Unidade atende à demanda da região nessas especialidades e contribui para a redução do fluxo de pacientes para a Região Metropolitana.

Para marcar o primeiro mês de funcionamento, o secretário de Estado de Saúde, Alberto Beltrame, visitou o Regional nesta terça-feira (10), onde concedeu entrevista coletiva à imprensa local, para falar sobre os serviços oferecidos pela nova instituição hospitalar que atende 100% pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)

“Qualquer serviço de urgência da região, pode solicitar leito por meio da Central de Regulação do Estado e encaminhar o paciente para o Hospital Regional”, afirmou o secretário, ressaltando, no entanto, que o Hospital Regional dos Caetés não atende demanda espontânea, ou seja, somente paciente encaminhado por outra unidade. “O Hospital está aberto e funcionando, mas é preciso entender um conceito fundamental: o hospital não foi concebido para ser uma UPA, não é um hospital de pronto socorro, o paciente não pode procurar atendimento diretamente, precisa ser referenciado”, explicou o titular da Sespa.

Beltrame informou que até o momento, foram realizados procedimentos cirúrgicos em pacientes em estado grave, muitos foram vítimas de acidentes ou com necessidade de cirurgia urgente como casos de hérnia e apendicite supurada que é quando o órgão rompe e espalha infecção pelo abdômen, por exemplo. “São pacientes que se não operados em tempo adequado, teriam o caso agravado, como da vítima de acidente de moto que poderia ter perdido a perna”, observou o secretário.

Ele ressaltou, ainda, que todos os tipos de casos, que não sejam demanda para Cirurgia Geral ou Traumato Ortopedia devem ser encaminhados para os outros hospitais de referência.

Beltrame informou, por fim, que está prevista ampliação do Hospital Regional em 2020, especificamente para atendimento ambulatorial, mais uma sala cirúrgica e mais leitos. “A nossa ideia é que ainda no próximo ano nós tenhamos uma ampliação já concluída deste hospital e que nós tenhamos um hospital com maior capacidade, com 100 leitos, pelo menos, que é o tamanho mais adequado para a região. A região merece esse cuidado do governo do Estado e o governador Helder e a Secretaria de Saúde do Estado estão sensíveis para essa demanda. Mas, por enquanto, estamos atendendo de acordo com a nossa capacidade instalada e nenhum paciente foi recusado aqui tendo indicação para as especialidades de trauma ou cirurgia”, afirmou o secretário.

A servidora pública Anália Nascimento, 27 anos, moradora do município de Viseu, vítima de acidente de moto, agradece e elogia o atendimento que recebeu HRPC. Com a perna fraturada de forma grave, ela recebeu o primeiro atendimento na UPA e foi encaminhada para o HRPC. “O governo está de parabéns, foi um excelente atendimento que eu tive. Entrei no dia 5, e no dia seguinte já fui operada e estou aqui me recuperando. Está sendo um atendimento nota 1000”. Ela acredita que ter um hospital desse porte na região facilitou o seu atendimento, pois, no primeiro momento. disseram que ela teria que ir pro Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) e ela ficou preocupada. “Aí logo disseram que seria para o regional, foi um alívio porque a gente fica mais perto da família e o atendimento é mais rápido”, disse a paciente.O mecânico de moto Izanilson Pinheiro, vítima de acidente moto no município de Marapanim, também avalia positivamente o atendimento que teve no HRPC. “Excelente e é muito importante ter um hospital assim mais perto da gente”, disse o paciente.

Balanço - De acordo com relatório situacional do HRPC, até o momento, foram realizados 74 internações, sendo 63 (85%) na área de Traumato Ortopedia e 11 (15%) em Cirurgia Geral e a taxa de ocupação chegou 97,5% dos leitos. Os pacientes atendidos são procedentes dos municípios Augusto Corrêa, Aurora do Pará, Bonito, Bragança, Cachoeira do Piriá, Capanema, Capitão Poço, Castanhal, Concórdia do Pará, Curuçá, Ipixuna do Pará, Irituia, Mãe do Rio, Novo Repartimento, Ourém, Paragominas, Primavera, Quatipuru, Salinópolis, Santa Luzia do Pará, Santarém Novo, São João de Pirabas, São Miguel do Guamá, Tomé-Açu, Tracuateua, Vigia de Nazaré e Viseu. (Texto: Roberta Vilanova, com informações de Caroline Rocha).