Pará gerou mais de 200 mil empregos entre janeiro e outubro deste ano

Números mostram crescimento de 2,1% na comparação com o mesmo período de 2018

06/12/2019 11h19 - Atualizada em 06/12/2019 15h10
Por Rodrigo Sousa (SEASTER)

Em 2019, no período entre janeiro e outubro, o estado do Pará registrou 239.948 admissões, contra 224.422 desligamentos, gerando um saldo positivo de 15.526 postos de trabalhos com crescimento de 2,14% na geração de empregos formais no Estado. Os dados são do estudo do Dieese/PA.

Ainda no mesmo levantamento, o departamento aponta que a maioria dos setores econômicos do Estado apresenta crescimento na geração de empregos formais, com destaque para o de serviços, com saldo positivo de 6.817 postos de trabalhos, seguido pelo comércio, com 4.264 postos de trabalhos criados, indústria de transformação, com saldo positivo de 1.573 postos de trabalhos, e o setor de construção civil, com 1.168 postos gerados.

Os números mostram que, apesar do contexto econômico em que o país se encontra, das dificuldades enfrentadas na oferta de vagas e abertura de novo postos de trabalho, o governo do Estado está trabalhando para possibilitar o fortalecimento da economia e, consequentemente, estimular a geração de emprego e renda no Pará.

Pensando em otimizar esses dados e garantir novas oportunidades, a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) tem realizado o cadastro e o mapeamento de vagas através do Sistema Nacional de Emprego (Sine), uma rede nacional de atendimento que contribui na colocação e recolocação ao mercado de trabalho junto à uma rede de empregadores.

“O cadastro de mão de obra é uma oportunidade de recolocar os trabalhadores desempregados e as pessoas que nunca trabalharam no mercado. Nós disponibilizamos as vagas no sistema e verificamos as pessoas que têm aptidão para se candidatar, mapeamos e encaminhamos através de uma carta de recomendação”, explica o economista da Seaster, Rolando Baptista.

O Sine tem sido uma das principais ferramentas no encaminhamento de trabalhadores a ofertas de trabalho. Até outubro de 2019, essa rede de intermediação já possibilitou a colocação de 5.589 pessoas no mercado formal em diversas ocupações. A meta é gerar 15 mil vagas no ano de 2020 e intensificar o incentivo a qualificação desses empregados.

A educação e a inserção dos jovens no mercado também tem sido uma prioridade de governo. Por este motivo, a Seaster lançou o programa “Primeiro Ofício”, que articula e une esforços de 24 instituições integradas ao Fórum Paraense de Aprendizagem Profissional (Fopap) e busca oportunizar aos jovens aprendizes residentes no Pará a experiência profissional e, ao mesmo tempo, proporcionar o exercício da cidadania. A meta é garantir cerca de 2 mil vagas por ano. 

Segundo o titular da pasta, Inocencio Gasparim, o diálogo com as empresas e com as instituições que qualificam mão de obra tem sido intensificado a fim de garantir o cumprimento das vagas de aprendizes que totaliza 19 mil em todo o Estado. “O desemprego está em alta no País e as oportunidades não são tantas. Então, é responsabilidade do Estado buscar soluções, criar alternativas, ajudando a juventude a encontrar esses postos de trabalho e a oportunidade de empreender”, disse o gestor da Seaster.

Qualificação e Empreendedorismo

Na área da geração de trabalho e renda, a secretaria ainda busca fortalecer a rede de empreendedorismo, priorizando a inclusão socioeconômica. Fazem parte dessas ações o assessoramento técnico e o monitoramento de empreendimentos, através de cadastros voltados a empreendedores individuais e coletivos, e cadastro de artesãos, contribuindo com apoio técnico nos processos de formação e formalização dos grupos envolvidos nesse segmento.

Através do Programa TerPaz, a secretaria ainda atua orientando microempreendedores e facilitando o acesso a linhas de créditos, emite carteiras de artesão e aplica formulários de pesquisa para implementação de cursos profissionalizantes.