Emater promove dia de campo em comunidade quilombola

Ação é realizada há mais de 30 anos na comunidade e tem como base o envolvimento de várias ações de ater a fim de contribuir com uma assistência técnica de qualidade para os agricultores locais

20/11/2019 11h59 - Atualizada em 20/11/2019 13h39
Por Rodrigo Reis (EMATER)

O "Dia de Campo", organizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), reuniu cerca de 70 pessoas no sítio Bom Jesus, na comunidade quilombola do Abacatal, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (RMB). A ação é realizada há mais de 30 anos na comunidade e tem como base o envolvimento de várias ações de ater a fim de contribuir com uma assistência técnica de qualidade para os agricultores locais. A ação do Abacatal envolveu os participantes em atividades de fruticultura, olericultura, piscicultura e avicultura.

De acordo com Ricardo Barata, supervisor regional das Ilhas, o objetivo é fortalecer o laço que a Emater têm com os produtores da comunidade no sentido de dar qualidade para as atividades agrícolas. “O Abacatal possui 150 famílias que vivem da agricultura de subsistência, por isso é essencial acompanhar esses agricultores com ações de ater para dar qualidade de vida para eles, o que proporciona também melhor sustentabilidade ambiental, econômica e social para a comunidade”, cometa.   

No sítio Bom Jesus, de propriedade da Izidoria Silva, há vários tipos de culturas como açaí, laranja, cupuaçu; hortaliças e criação de galinhas. Para ela, essa diversificação é importante para nunca faltar nada. “Quando não tem açaí, tem cupuaçu. Quando não tem laranja, tem manga. E graças ao apoio da Emater, todas as produções são devidamente orientadas. Esse apoio é fundamental para a comunidade do Abacatal”.

Essa diversificação é importante, segundo Valdeides Lima, supervisor-adjunto do regional das Ilhas, “para diminuir os riscos de se ter apenas uma atividade como principal fonte de renda e manutenção familiar”. Em relação ao dia de campo, ele comenta que é necessário esse suporte no sentido de “proporcionar troca de experiências e bate papo e entre a vizinhança da comunidade”.

Durante a ação, os participantes receberam orientação sobre como tratar as plantas, como espaçamento, tamanho de covas e adubação. Foi explicado, também, sobre adubação orgânica a partir de esterco de aves, entre outras explicações científicas adequadas à realidade da região.