Terminal Hidroviário de Belém vai ampliar em 30% capacidade de embarques e desembarques

Espaço vai receber terceiro conjunto naval, que será instalado em frente ao galpão 10 da CDP

19/11/2019 08h56 - Atualizada em 19/11/2019 10h11
Por Bruno Magno (CPH)

Espaço opera, hoje, com dois conjuntos navais no galpão 9 da CDPEm razão da grande demanda de usuários, o Terminal Hidroviário de Belém vai ter sua capacidade naval de operação ampliada em 30%. O espaço deve ganhar, em breve, o terceiro conjunto naval, que será instalado em frente ao galpão 10 da Companhia de Docas do Pará (CDP).

Atualmente, o terminal opera com dois conjuntos navais no galpão 9 da CDP. As estruturas compreendem flutuante, plataforma e rampa metálica articulada para embarque e desembarque de passageiros.

"Desde julho deste ano, nós percebemos que o Terminal Hidroviário chegou na capacidade de usuários e muitas linhas ainda desejam fazer o percurso da ilha do Marajó e no Baixo Amazonas, por exemplo. Então, sentimos a necessidade de operar com um novo conjunto naval, haja vista que a tendência é de crescimento no modal hidroviário”, explica o presidente da CPH, Abraão Benassuly.

Segundo Benassuly, ao tomar conhecimento dessa necessidade, o governador Helder Barbalho autorizou a elaboração de projeto executivo de construção deste conjunto, para operar no embarque e desembarque de passageiros por meio do galpão 10. A Companhia de Docas do Pará, responsável pelo espaço, já cedeu a área para nova operação naval após um acordo.

O titular da CPH afirma que o terceiro conjunto naval vai proporcionar a criação de mais linhas hidroviárias. Hoje, o terminal recebe até três mil passageiros por dia e cerca de 60 mil por mês. "Com essa 'janela' que vamos abrir, teremos a possibilidade de trazer novas linhas para operar e atender melhor o nosso público crescente", completa Benassuly.

Antes e depois do terminal de BelémA Companhia de Portos já abriu licitação para contratação de empresa que vai tratar da elaboração do projeto executivo para construção do novo conjunto naval, que prevê flutuante, plataforma e rampa metálica articulada para embarque e desembarque de passageiros. Neste projeto executivo, devem constar as normas e condições necessárias para contratação dos serviços.

"Já estamos em processo de licitação para contratar uma empresa que vai elaborar o projeto executivo e, consequentemente, vamos abrir outra licitação para uma nova empresa realizar a construção deste novo conjunto naval. Esperamos concluir todo esse processo em até 12 meses", finaliza o presidente da CPH.

O projeto e a construção do novo conjunto naval serão realizados de acordo com as normas e padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).