Secult investe na preservação de prédios culturais e históricos

Confira os espaços que devem ser beneficiadas com os projetos.

13/11/2019 14h43 - Atualizada em 13/11/2019 16h14
Por Igor Oliveira (SECOM)

O fomento cultural a partir da preservação de prédios históricos é um dos objetivos da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult), que coordena um projeto de restauração e reforma de quatro espaços culturais na capital: Theatro da Paz, Museu do Estado do Pará (MEP), Palacete Faciola e Casa das Onze Janelas. Timóteo da Costa, agente comunitário de saúde, frequenta há 20 anos o complexo Feliz Lusitânia, localizado no bairro da Cidade Velha, em Belém. Em todo esse tempo de visitas ao local, é a primeira vez que observa uma reforma na Casa das Onze Janelas, um dos espaços do complexo histórico. 

“Conheço pessoas que sempre vêm aqui, mas são mais interessadas nas celebrações e no visual da natureza. Precisam saber que essas obras são importantes, pois a conservação da estrutura física do lugar também também faz parte da nossa cultura”, destaca Timóteo Costa.

O fomento cultural a partir da preservação de prédios históricos é um dos objetivos da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult), que coordena um projeto de restauração e reforma de quatro espaços culturais na capital: Theatro da Paz, Museu do Estado do Pará (MEP), Palacete Faciola e Casa das Onze Janelas. Helder Moreira, diretor de patrimônio da Secult, explica que as obras, iniciadas em abril deste ano, devem seguir determinadas etapas.

“Existem intervenções que são de caráter emergencial. São reformas de fato, feitas para recuperar trechos maltratados principalmente pela falta de manutenção nos últimos anos. É o caso do conserto da estrutura do telhado do Theatro da Paz, por exemplo, que teve infiltração provocada pelas chuvas”.

Além das reformas, há também a parte da restauração dos espaços. Ambas devem ser concluídas em março de 2020. Helder diz que, para trabalhar na preservação dos prédios históricos, é preciso mão-de-obra específica para que possa lidar com pinturas decorativas, por exemplo. Para isso, cada empresa contratada deve, além das especificações técnicas, apresentar seu acervo de restaurações realizadas.

Foi assim que a estagiária de engenharia civil, Amanda Damasceno, começou a acompanhar as obras no Museu do Estado. “Quando fui ver pela primeira vez o processo da reforma, estava interessada em aproveitar apenas a experiência para minha graduação como engenheira. Mas em menos de um mês já estava apaixonada pelo museu e a riqueza cultural que ele representa”, lembra.

A estudante diz que compartilha o aprendizado sempre que possível. “Todo dia eu falo da minha experiência na restauração. Digo para meus colegas da faculdade que não é somente uma obra de reforma, é um processo de conscientização da nossa cultura”, diz Amanda, enquanto aponta para detalhes históricos dos ambientes que conheceu no MEP.

O historiador Michel Pinho explica que reconhecimento da importância dos prédios históricos deve ser interligado a outros aspectos da cultura regional.

"O Theatro da Paz, por exemplo, não é somente lembrado pela apresentação de espetáculos musicais. Toda a casa é um símbolo do que somos. É preciso entender que há uma riqueza material nesses espaços e que deve ser preservada adequadamente. A reforma e a restauração desses prédios não é somente pela conservação arquitetônica, é para continuarmos entendendo nossa origem”, enfatiza Michel.

Para os próximos meses, o diretor de patrimônio Helder Moreira indica outros espaços que devem receber projetos de restauração, como o Museu de Arte Sacra. “Já estamos fazendo vistoria em outros prédios. Vamos priorizar a manutenção de muitos lugares, que é mais barata do que uma reforma de emergência”, complementando que também há planos para espaços históricos para o interior do Estado. 

Helder Moreira, diretor de patrimônio da Secult, explica que as obras, iniciadas em abril deste ano, devem seguir determinadas etapas.Investimento - As obras de reforma e restauração totalizam R$ 3.046.304, 51. A divisão para cada prédio foi feita de acordo com os seguintes valores:

  • Theatro da Paz - R$ 949.674,15
  • Museu do Estado do Pará (MEP) - R$ 517.002,74
  • Casa das Onze Janelas - R$ 589.952,79
  • Palacete Faciola - R$ 989.674,83