Unidades Básicas orientam para prevenção e tratamento do diabetes

12/11/2019 19h00 - Atualizada em 13/11/2019 13h08
Por Mozart Lira (SESPA)

Meta é identificar ocorrências da doença e a necessidade de adesão ao tratamento gratuitoEm função do Dia Mundial de Combate ao Diabetes - 14 de Novembro, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) reforça o alerta para que a população procure as Unidades Básicas de Saúde (UBS), do Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de verificar a possível ocorrência da doença e a necessidade de adesão ao tratamento gratuito, associado às mudanças de hábito e estilo de vida.

A população pode procurar as UBS, que oferecem orientações para reduzir as complicações do diabetes associadas a outros fatores de risco, como tabagismo, inatividade física, alimentação inadequada, sobrepeso e obesidade. Por se tratar de uma doença progressiva, se não for tratada adequadamente pode ocasionar complicações, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, perda de visão e até amputação de membros.

O atendimento oferece informações para aquisição, dispensação e distribuição de medicamentos gratuitos de forma regular e sistemática a todos os pacientes cadastrados. Para ter acesso é preciso que o paciente passe por consulta com o clínico na UBS.

Redução - Pelas estimativas do Sistema do Departamento de Informática do Ministério da Saúde (DataSUS), 60% dos pacientes cadastrados para tratamento de diabetes no Pará são do sexo feminino. Todas as faixas etárias são atingidas, especialmente mulheres entre 55 e 59 anos, e homens entre 60 e 64 anos.

As estatísticas também mostram que o número de internações por diabetes no Pará, entre 1º de janeiro e 30 de setembro deste ano, foi de 4.474, o que representou uma redução de 5% dos casos em relação ao mesmo período do ano passado. Das internações realizadas nos nove primeiros meses deste ano, as mulheres corresponderam ao percentual de 55%.

Fatores de risco - Para orientar e capacitar os profissionais das Unidades Básicas de Saúde sobre o fluxo de atendimento a pacientes com diabetes, a equipe da Coordenação de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CDCNT) da Sespa realizou, entre janeiro e outubro deste ano, 30 atividades em Belém e municípios do interior do Estado, que também incluíram apoio às ações realizadas por secretarias Municipais de Saúde.

“São atividades que tratam da gravidade da doença associada a outros fatores de risco, como hipertensão e tabagismo, que geram impactos econômicos e sociais. Assim, torna-se necessária e permanente a articulação de estratégias de intervenção para prevenção, diagnóstico precoce e controle de diabetes”, explicou Sílvia Corrêa, chefe da CDCNT da Sespa, ao lembrar que as ações também incentivam a adoção de uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas, por meio de capacitações sobre o Guia Alimentar para a População Brasileira e o Programa Academia da Saúde. São iniciativas do governo federal, orientadas e monitoradas pelo Estado e executadas pelas prefeituras.

Segundo Sílvia Corrêa, durante as capacitações é sempre esclarecido o fluxo de atendimento para o paciente diabético, que começa na UBS, onde são oferecidas, gratuitamente, ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso, inclusive com insulina.

Se o paciente apresentar intercorrências nessa fase do tratamento, e dependendo do diagnóstico, pode ser referenciado para dois hospitais públicos do Pará que mantêm atendimento de referência em endocrinologia: o Hospital Jean Bitar (HJB), do governo do Estado, e o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), do governo federal.  

O Hospital Jean Bitar faz o acompanhamento ambulatorial dos pacientes diabéticos, por meio da sua equipe de endocrinologistas, e realiza internações e procedimentos cirúrgicos para usuários do SUS, provenientes de todos os municípios paraenses.