Segup realiza operação de reintegração de posse em conjunto habitacional em Ananindeua

O conjunto habitacional estava totalmente ocupado de forma indevida

11/11/2019 11h42 - Atualizada em 11/11/2019 12h18
Por Aline Saavedra (SEGUP)

Uma operação integrada, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), deu cumprimento, na manhã desta segunda-feira (11), ao mandado judicial de reintegração de posse do conjunto habitacional Pouso do Aracanga, localizado no bairro do Aurá, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.

O conjunto habitacional estava totalmente ocupado de forma indevida. No local residiam 1.344 famílias, divididas em 336 blocos, totalizando 5.376 pessoas. A ação teve início às 5h e deve seguir até a próxima sexta-feira (15). A Polícia seguirá no local para que a área não sofra nova ocupação.

“Algumas pessoas já haviam saído voluntariamente dos imóveis, outras deixaram os bens em frente as unidade habitacionais que estão sendo retirados pela parte da logística da operação, que dispõe de 50 caminhões e pessoas pra carregar e o restante será desocupado. Nós não estamos tendo resistência, não houve barricadas, nada que impedisse a ação da polícia”, afirmou o secretário de segurança pública, Ualame Machado.

Efetivo - Mais de 750 agentes de segurança, entre policiais militares do Comando de Missões Especiais (CME), Batalhão de Choque, Comando de Policiamento Especializado (CPE), Policiais Civis, Bombeiros Militares, Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, além de funcionários da Caixa Econômica Federal, Concessionária de Energia - Celpa, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Secretaria Municipal de Habitação, oficiais de justiça, entre outros órgãos atuaram na operação.

Foram empregadas 148 viaturas, entre veículos quatro rodas, motocicletas, micro-ônibus e ambulâncias, destacando 50 caminhões para fazer o transporte dos pertences dos moradores irregulares. O Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) também é utilizado na ação, com duas aeronaves.

“É uma mega operação para nós, que demanda uma logística muito grande, não apenas para a segurança pública, como também pra Caixa Econômica, que viabiliza todos os caminhões para poder fazer as mudanças. Nós estamos preparados para ficar o tempo que for necessário para que tenhamos uma operação sem nenhuma intercorrência de alta relevância”, explicou o comandante-geral da PM, Cel Dilson Junior.

Após a desocupação das unidades, a Celpa fará o desligamento de energia elétrica. Barracas foram instaladas para abrigarem os agentes envolvidos na operação. Refletores serão instalados para iluminar as áreas próximas às barracas. Em uma delas foi montado um posto de comando.

Desocupação voluntária – As famílias foram avisadas no dia 22 de outubro para desocupar voluntariamente o espaço. Ao todo, 74 famílias deixaram o local de forma espontânea desde que receberam a ordem judicial de desocupação dos imóveis.