Alegria e cuidado integral com a saúde são marcas do Projeto Equoterapia

Projeto da Polícia Militar do Pará é referência e traz diversos benefícios a seus pacientes

06/11/2019 13h43 - Atualizada em 06/11/2019 15h44
Por Governo do Pará (SECOM)

Evelin Nascimento, pacienteQuando o cabo da Polícia Militar do Pará, Marcos Nascimento, vê a filha Evelin, de 7 anos, sorrindo enquanto monta um cavalo de brinquedo, lembra que ela nem sempre foi assim. “Sua postura melhorou muito, já consegue ter mais firmeza na coluna. Sempre sorri desse jeito quando vem andar com os cavalos”, diz o cabo. A reação da pequena Evelin é marcante não somente por simbolizar o Dia Nacional do Riso – celebrado nesta quarta-feira (6) – mas por ser um comportamento frequente no Centro Interdisciplinar de Equoterapia (CIEC) da Polícia Militar do Pará, que desde 1993 realiza um trabalho conjunto de diversos especialistas de saúde junto ao treinamento de cavalos para tratar de pacientes com problemas neurológicos. Veja mais fotos do Projeto.

Ângelo Scotta, capitão da Polícia Militar e coordenador do Projeto de Equoterapia, explica que o tratamento é elaborado de maneira específica para cada paciente. “Primeiro recebemos a pessoa para que ela entenda melhor quais as necessidades apresentadas. Depois fazemos um diagnóstico com a nossa equipe para decidir qual a maneira mais indicada para tratar aquele problema”, explica o capitão.
O projeto é referência na área em todo o Estado e envolve o cuidado de profissionais com formação em fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, pedagogia e, claro, equitação. São preparadas 30 sessões, que ocorrem uma vez a cada semana. Todos os integrantes têm curso de capacitação para equoterapia.

“Cada encontro é acompanhado por dois técnicos de saúde e o condutor do cavalo. Atendemos hoje 80 pacientes, de 6 até 70 anos, e observamos que, além da evolução motora, todos eles apresentam melhoras em outros aspectos da saúde”, ressalta o coordenador. (Ângelo Scotta, coordenador do projeto Equoterapia)

Nicolas Monteiro, pacienteO valor do riso – As primeiras sessões de equoterapia agendadas para Nicolas, de 9 anos, foram direcionadas para tratar as dificuldades de locomoção da criança. “Mas acabou indo muito além disso”, revela Ana Keyla Monteiro, mãe de Nicolas. “Comecei a notar que estava interagindo mais com as pessoas. Quando vai para terapia, ele fica brincando de imitar o cavalo e fica rindo durante o caminho”, afirma Ana.

"A sensação de alegria é importante para o tratamento. A criança percebe que consegue conduzir um animal robusto como é o cavalo e desenvolve autoconfiança. Além disso, ela tem mais socialização ao criar vínculo com a equipe. Isso ajuda muito na evolução delas”. (Waleska Jorge, psicóloga do CIEC).

Patrícia Ribeiro, capitã da PMOs pacientes fazem outras atividades na equoterapia além de montar a cavalo. Conduzir, alimentar e arrumar o animal também fazer parte do tratamento. A ideia é desenvolver as capacidades motoras, cognitivas e sociais. “No caso das crianças, elas entendem que o senso de responsabilidade que têm na terapia pode ser aplicado em outros ambientes e aprendem a lidar melhor com imprevistos do cotidiano, por exemplo”, afirma Patrícia Ribeiro, capitã da Polícia Militar e terapeuta ocupacional do Centro.

A participação e inclusão sociais também são objetivos do projeto. “O paciente vai se sentindo cada vez mais capaz para lidar com suas dificuldades, cada vez mais empoderado para enfrentar outros obstáculos. O progresso dele não acaba quando as sessões terminam. O resultado faz bem à saúde, não somente dele, mas de toda a nossa equipe”, complementa Patrícia, abrindo um sorriso.

Equoterapia – Os interessados em participar do Projeto devem procurar o Centro Interdisciplinar de Equoterapia (Avenida Transmangueirão, S/N, complexo de Cavalaria da Polícia Militar do Pará, localizado na rua ao lado do Centro de Perícias Técnicas  Renato Chaves no horário de 8h às 12h. O primeiro contato é voltado para determinar os prazos, documentos e exames necessários para planejar o tratamento.