Ação entre e Emater e Ufra mostra dia a dia real do campo para universitários

Estudantes puderam presenciar a realidade vivida pelas famílias agricultoras e de que forma o governo as auxilia

06/11/2019 11h55 - Atualizada em 06/11/2019 12h40
Por Aline Miranda (EMATER)

Na manhã desta quarta-feira (6), uma turma da disciplina Extensão Rural, ministrada professor José Itabirici, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), visitou as dependências do escritório central da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), em Marituba, região metropolitana de Belém. Eles conheceram a história e o trabalho desenvolvido pelo escritório local do município.

Cerca de 350 famílias, de 12 comunidades, são regularmente atendidas pela Emater em Marituba, que já existe há 17 anos. Entre os atendidos estão assentados da reforma agrária, quilombolas e ribeirinhos.

 A chefe do escritório local da Emater em Marituba, Alda Lúcia do Remédio, engenheira agrônoma, diz que o evento explora a intersetorialidade, tão importante para que ciências e profissionais diversos se integrem, aproximem-se da realidade alheia e converjam em metas e execuções.

“Os órgãos, as entidades, precisam se comunicar e se entender, porque, no final das contas, o objetivo é um só: desenvolvimento sustentável e equidade social”, resume.

Alguns dos destaques da atuação recente do escritório local tem sido a emissão de Cadastro Ambiental Rural (CAR), a intermediação para agricultores abastecerem merenda escolar e a Vitrine Artesanal, feira itinerante que expõe e divulga produtos artesanais, botânicos e alimentícios resultados de atendimento direto da Emater.

A maioria dos estudantes só conhecia a Emater superficialmente. Gabriel Silva, 20 anos, aluno do 6º semestre de Engenharia Agronômica, diz que  a difusão de conhecimento e a interação entre universidade e serviço público abre perspectivas para performance e mercado do próprio profissional. “São mais oportunidades que passamos a vislumbrar, sob princípios que, na universidade, estudamos muito na teoria e pouco vemos na prática do mercado convencional, como a agroecologia e economia solidária”.

Para Gabriela Lima, 21 anos, também do 6º semestre do curso, a função social do engenheiro agrônomo é um dos pilares da Emater: “Participar nessa imersão significa entrar em contato com novas ferramentas, que tratam de trabalho social, de mudança de vida entre os agricultores que mais precisam. Na universidade falamos muito de ‘produtividade’, de ‘metas’ e agora estamos aprendendo que o Estado, por meio da Emater se baseia em políticas públicas, em resgate de cidadania e dignidade no campo”, explica.

Outros grupos de alunos da Ufra devem visitar os escritórios de Ananindeua e Belém nos próximos dias.