Importância da integração é o principal legado do Encontro de Servidores do Pará

30/10/2019 20h18 - Atualizada em 30/10/2019 21h29
Por Carol Menezes (SECOM)

Mais de 2,5 mil participantes, muitas trocas de experiências, lições que vão ficar para a vida profissional e pessoal, além da certeza de que o funcionalismo paraense segue ávido em fazer mais e melhor para servir à população. Encerrado no início da noite desta quarta-feira (30), o I Encontro dos Servidores Públicos do Pará, realizado por dois dias no auditório do Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, deixa uma nova forma de enxergar e valorizar o trabalho dos servidores estaduais.

À tarde, a temática central do encontro foi inteligência emocional no ambiente funcional. A master coach e terapeuta Carmen Sisnando, uma das palestrantes do último dia, ressaltou que, antes de qualquer coisa, estava ali como servidora pública. "Sou oficial de Justiça e a fala que fiz para o público aqui eu faço constantemente no meu trabalho, já que atuo no processo de constelação familiar dentro do Judiciário", informou.

Ela explicou que a integração, um dos princípios do evento, já é um princípio do Direito Sistêmico, um dos assuntos que abordou na palestra. "Olhar o todo é entender que ninguém é melhor, que tudo é uma construção a várias mãos. Todas as instituições aqui presentes estão integradas em prol de um bem maior", disse a palestrante.

O também coach Eduardo Rocha, de Pernambuco, foi o último palestrante da programação e abordou diversos aspectos da neurolinguística, definida por ele como "a tecnologia da mente mais importante e conhecida no mundo todo, capaz de permitir o alcance dos mais diversos objetivos". Com dinâmicas realizadas no palco, ele tratou da importância do trabalho coletivo na busca de solucionar problemas, para atender da forma mais eficaz quem precisa do serviço público.

"Estamos passando por uma mudança de mentalidade, saindo da acomodação de esperar a mudança de fora pra dentro. Eu procuro inspirar no sentido de que todos podem ser agentes de mudança dentro de uma organização. E é preciso se incomodar com isso para mudar", frisou.

Compartilhamento - Fruto dos esforços do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead); da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa); da Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Pará; do Ministério Público de Contas do Estado do Pará; do Ministério Público de Contas dos Municípios do Estado do Pará; do Ministério Público do Estado do Pará; do Tribunal de Contas do Estado do Pará; do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará e do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, o I Encontro dos Servidores Públicos também deixa como legado a criação do Compartilhamento de Boas Práticas. Como o nome sugere, a ideia é, pela integração entre instituições, poupar tempo, desgaste e principalmente recursos com a aplicação de medidas comuns que tornem mais eficientes os serviços ofertados, seja na esfera executiva, legislativa ou judiciária.

"Imagine que um determinado órgão atravessa um determinado problema que outro já passou, já resolveu, e pode contribuir compartilhando sobre essa resolução. Você torna, assim, a estrutura como um todo mais eficiente, e a ideia é praticar esse pensamento por meio da integração institucional", explicou o presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, Sérgio Leão.

Interação - Estudante da Escola Judicial do Estado e futuro mediador de conciliações, Ciro Rafael Costa atua no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA) e aprovou a iniciativa do Estado em promover o evento. "Acho que cai por terra aqui a ideia de que funcionário público não gosta de se atualizar", disse ele, acrescentando que "essa integração com tantos servidores, de diversas áreas, ajuda todo mundo a perceber que é com união que se oferece um serviço público de qualidade".

Servidora do TCM na área da Saúde, a enfermeira Sílvia Nicolau concordou com o colega. "Tudo o que foi abordado aqui nesses dois dias é de extrema importância para o momento que se vive. Sem contar que é uma valorização, um estímulo. Acho que mais de 2 mil inscritos confirma a importância desse tipo de vivência. Aquela ideia de estagnação é um mito", ratificou.

Antes do encerramento da programação, com um pocket-show do Arraial do Pavulagem, foi sorteada uma passagem com acompanhante para um dos presentes, ganha por Helder Moraes, diretor de Tecnologia da Informação do TCM, onde é lotado há 22 anos. "Participei nos dois dias e achei os temas muito instrutivos e conectados com o processo de mudança que os próprios tribunais estão passando", afirmou.