Agroindústria de farinha é exemplo na região do Curuá-Una, em Santarém

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) dá suporte técnico para facilitar as atividades dos produtores.

29/10/2019 14h43 - Atualizada em 29/10/2019 15h40
Por Rodrigo Reis (EMATER)

A comunidade Paxiubinha, no Curuá-Una, em Santarém, região oeste do Estado, ganhou a primeira agroindústria de farinha da região. A construção da casa contou com o apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e foi implantada na propriedade de José Acrisio, que também já conta com cadastro na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) para emissão de nota fiscal. A Emater ajudou o produtor a se adequar para ter a certificação, que foi emitida pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). 

Durante o período de implantação, os técnicos da empresa orientaram o produtor de farinha sobre sistema de produção, adequação dos equipamentos da agroindústria, construção de sumidouro para destinação dos resíduos, coleta e análise de água, alvará de funcionamento, entre outros. Os serviços foram realizados pelo engenheiro ambiental Edinelson Saldanha, o engenheiro de alimentos Marcelo Jares e Elton Ferreira, engenheiro florestal.  

De acordo com o produtor José Acrísio, a casa de farinha de sua propriedade é limpa, organizada e atende todas as normas dos órgãos fiscalizadores.

Na casa de farinha do seu Acrísio há um sistema que separa o líquido do tucupi para ser utilizado como adubo para outras culturas frutíferas que estão dentro da propriedade como banana e laranja.

“Como eu comercializo a produção, que é destinada a escolas municipais da região, eu preciso estar regularizado”. E completa: “a Emater foi fundamental, me deu a orientação certa. A partir disso, contei com o apoio da minha família na construção da casa e também na produção da farinha. É um trabalho conjunto”, explica Acrísio.

Na casa de farinha do seu Acrísio há um sistema que separa o líquido do tucupi para ser utilizado como adubo para outras culturas frutíferas que estão dentro da propriedade como banana e laranja.

Para Ferreira, o apoio aos produtores é constante e a orientação quanto a agroindústria de farinha começou com a necessidade de o produtor estar regularizado junto aos órgãos de fiscalização. “Os produtores nos procuram porque sabem que oferecemos a orientação necessária para que eles possam estar em dia com as normas. E o produtor Acrísio é um exemplo, ainda mais porque ele pretende vender a farinha para grandes redes de supermercado da cidade, portanto precisa atender uma série de exigências”.

Ferreira explica, também, que para iniciar as atividades numa casa de farinha, o produtor necessita da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e Cadastro Ambiental Rural (CAR). “É só o produtor procurar a Emater que será orientado, inclusive com capacitação, visitas, palestras e cursos”. A Emater de Santarém está com projetos em andamento para orientação relacionado à certificação de produtores de polpa de frutas.  

O Regional Santarém orienta os produtores da região em sua maioria extrativistas, ribeirinhos, pescadores artesanais e agricultores tradicionais em relação a acesso aos créditos rurais, emissão DAP, CAR, além de comercialização direta aos produtores através de cooperativas, desenvolvimento rural agroecológico e implantação de tecnologias de base agroecológicas.  As ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) são acompanhadas de perto equipe de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação (AMA), também do Regional.