Feira quer aproximar ciência e tecnologia do dia a dia da população

23/10/2019 22h15 - Atualizada em 24/10/2019 10h20
Por Carol Menezes (SECOM)

"A ciência precisa ser popularizada. Essa é uma missão nossa, desse evento", afirmou o titular da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica, Carlos Maneschy, ao abrir oficialmente nesta quarta-feira (23) a 10ª Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Fecti), realizada em parceria com a Universidade do Estado do Pará (Uepa). A programação prossegue até sexta-feira (25), na Estação das Docas, em Belém.

Durante os três dias, das 09 às 19 h, o visitante, que tem acesso inteiramente gratuito, poderá ver de perto a aplicação da ciência no dia a dia. Em estandes de diversas instituições de ensino parceiras ocorrem vários experimentos interativos, que exemplificam a importância da produção científica.

"Acho que o fato de a Bioeconomia ser o tema norte da programação, e dentro da Amazônia, reforça ainda mais que é algo para todo mundo, da criança ao idoso", explicou a pedagoga do Centro de Ciências e Planetário do Pará, Alice Souza. O planetário móvel, na tarde de hoje, foi a atração mais procurada pelas crianças, que formaram fila para conferir. "Nosso foco é acabar com esse distanciamento que o público vê entre ciência e rotina", reforçou a pedagoga.

A solenidade de abertura, no Teatro Maria Sylvia Nunes, contou com uma homenagem ao médico e ecologista paraense Camilo Viana, falecido no mês passado aos 93 anos. O reitor Emmanuel Tourinho, da Universidade Federal do Pará (UFPA), lembrou a importância do desenvolvimento da tecnologia como propulsor de transformação social. "Sabemos que quem faz ciência está trabalhando pelo presente e pelo futuro. E nós fazemos ciência na Academia, ao mesmo tempo em que formamos seres humanos, produzimos cidadãos", destacou.

Para Carlos Maneschy, a ciência é uma das vias de conhecimento mais importantes na promoção do bem-estar e da qualidade de vida. "Tem papel, sobretudo, na diferença entre essência e aparência. Explica que a causa vem antes do efeito. E precisamos que não haja dificuldade em entender isso. A ciência é disruptiva e precisa ser popularizada, independente do nível de escolaridade", afirmou.

Experiências - Estudante do 6º semestre de Física da UFPA, Robson Teixeira, 20 anos, participa pela segunda vez da Feira como expositor do Núcleo de Astronomia da Universidade. "Aqui, a gente fala de estações do ano, de influência de luas, de maré. Parece algo grande e distante quando se fala em 'astronomia', mas está mais presente no nosso dia a dia do que se pensa", ressaltou o universitário.

Alunos de Engenharia de Bioprocesso, também da UFPA, Vinícius Carvalho, 21 anos, Elice Cristina, 22, e Gabriellen Amaral, 21, foram conferir a programação logo no primeiro dia. Gabriellen Amaral garantiu que volta nos próximos dias na companhia do irmão de 16 anos, a quem tenta convencer a seguir a carreira jurídica. "Já tentei com todos os amigos, não deu. Quem sabe ele vindo aqui, vendo tudo isso, mude de ideia", disse a estudante.

A programação da Fecti é totalmente gratuita, e ocorre durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, instituída em 2004 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Neste ano, o tema nacional é Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável, aderente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).