Manejo e crédito rural podem dobrar a produtividade de açaí em Chaves

Acompanhados pela Emater, 30 ribeirinhos receberão crédito para aplicar em açaizais nativos

21/10/2019 12h55 - Atualizada em 21/10/2019 13h27

Com a orientação do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e liberação do Banco da Amazônia, 30 ribeirinhos de Chaves, no Arquipélago do Marajó, receberão crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), das linhas B e Floresta, para aplicar no manejo de açaizais nativos. Os contratos individuais variam de R$ 2,5 mil a R$ 19 mil.

A expectativa é que, em cerca de seis anos, a produtividade se estabilize, representando um aumento progressivo que chega a 100%.

As declarações de aptidão ao Pronaf (Pronaf), que são documentos de habilitação ao crédito, foram entregues este mês  – elaboradas na própria Comunidade Arauá, às margens do Arauá, ao longo de uma semana. É uma área relativamente isolada, considerada distância da sede do município. São cerca de 30 hectares de açaí nativo.

Documentos de habilitação foram elaborados na própria comunidade, às margens do Arauá, em Chaves“O fato de termos elaborado as daps dentro da comunidade nos insere e nos valoriza como parceiros de cada agricultor, fortalece a relação de amizade e confiança; representa, também, uma economia importante para as famílias, que gastam com o deslocamento até a sede. Se cada família fosse até lá, teria que desembolsar em torno de R$ 300. A área inteira teria um gasto de R$ 9 mil”, explica o chefe do escritório local da Emater em Chaves, o engenheiro agrônomo James Hayeck.

Além de trabalho com açaí, os agricultores são pescadores artesanais e criam porcos. Até então, eles extirpavam toda a área, mantendo só o açaí, mas, com o manejo, são conservadas outras espécies, como se consorciadas, que ajudam na manutenção do ecossistema e na preservação ambiental.

Por Aline Miranda (EMATER)