Comunidades da APA Paytuna participam de ações de educação ambiental

Moradores aprenderam sobre manejo do fogo, licenciamento ambiental simplificado e aproveitamento de resíduos sólidos

18/10/2019 13h16 - Atualizada em 18/10/2019 15h05
Por Pryscila Margarido (IDEFLOR-BIO)

Cerca de 50 pessoas das áreas Santana do Paytuna, Ererê, Maxirazinho/Maxirá e Lages foram alcançadasManejo do fogo, licenciamento ambiental simplificado e aproveitamento dos resíduos sólidos foram temáticas abordadas em palestras realizadas no período de 7 a 10 deste mês, voltadas às comunidades residentes na Área de Proteção Ambiental (APA) Paytuna, situadas no entorno do Parque Estadual Monte Alegre (Pema), em Monte Alegre, região oeste paraense. Participaram das atividades cerca de 50 comunitários de Santana do Paytuna, Ererê, Maxirazinho/Maxirá e Lages.

A iniciativa é do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Gerência da Região Administrativa Calha Norte I, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura (Semmag), Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama) e a engenheira ambiental Sara Hage. As palestras foram ministradas pelos técnicos Daniel Benlolo e Sara Silva, do Prevfogo/Ibama.

O trabalho buscou mobilizar a sociedade por meio de ações educativas. Segundo a presidente do Ideflor-Bio, Karla Bengtson, a ideia é estimular mudanças de atitudes, promovendo uma reflexão individual e coletiva quanto à importância de prevenção e combate aos incêndios florestais. “O objetivo é, ainda, estimular o aproveitamento dos resíduos sólidos, assim como esclarecer dúvidas quanto aos procedimentos de licenciamento ambiental simplificado”, pontuou a gestora.

Cultura – Técnica em gestão ambiental da Gerência Calha Norte I, Simone Damasceno ressalta que em áreas rurais da Amazônia existe uma “cultura de roçados”, que consiste na “limpeza” de locais a serem cultivados, utilizando o fogo. “Este processo ocorre nos meses que antecedem o início do período chuvoso, aumentando o risco de incêndios, especialmente nas áreas com cobertura vegetal constituída por cerrado, naturalmente mais seca e propensa às chamas”, esclareceu.

Com as ações, os comunitários aprenderam a realizar o adequado manejo do fogo. “É de extrema importância, considerando que o Parque está localizado em uma mancha de cerrado no bioma Amazônico, uma paisagem singular, e que, por suas características naturais, enfrenta todos os anos, durante a estação seca – de julho a dezembro, problemas com incêndios florestais”, reforçou Simone Damasceno.

Legalidade – A abertura de áreas para roçados é uma atividade sujeita ao processo de licenciamento ambiental. Por isso, orientar os comunitários sobre os procedimentos necessários para a obtenção de licença é também uma forma de estimular a legalidade da atividade. Além disso, por não serem atendidas com a coleta regular de lixo doméstico, as comunidades rurais do entorno do Pema praticam a queima dos resíduos sólidos. E, neste período, eles tiveram a oportunidade de conhecer formas alternativas de fazer o reaproveitamento dos resíduos.