Feira de Ciência e Tecnologia terá roda sobre empreendedorismo social e inovação

10/10/2019 11h35 - Atualizada em 10/10/2019 12h25
Por Jeniffer Galvão (SECTET)

A 10ª Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Fecti) será realizada nos dias 23, 24 e 25 deste mês, pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet). Uma das atrações do evento será o Time Enactus da Universidade Federal do Pará (UFPA), que apresentará uma roda de conversa sobre empreendedorismo social no dia 23, às 14h, no Teatro Maria Sylvia Nunes.

“A Enactus é uma rede internacional de estudantes universitários que desenvolvem ações empreendedoras na área de tecnologia social, com objetivo de melhorar a vida das pessoas. Convidamos o time da UFPA para mostrar suas ações com vistas a inspirar outros jovens a terem atitudes socialmente empreendedoras e inovadoras”, esclarece Dineusa Fontes, da coordenação da Fecti.

Time Enactus Projetos – O Time Enactus UFPA faz parte de uma rede global que está presente em 37 países. Realizar ações de empreendedorismo social pensadas para a realidade da Amazônia é o objetivo principal do grupo, que participa pela primeira vez da Fecti. Eles irão compartilhar suas experiências em uma programação interativa com os participantes.

O grupo desenvolve cinco projetos: Amana Katu (universalização do acesso à água potável), Costuraê (mulheres costureiras), Fiero (aproveitamento de alimentos nas feiras), Ciclica (reciclagem de resíduos sólidos) e Minerva (mulheres prestadoras de serviços de reparos residenciais a outras mulheres).

Transformação pessoal – Além de beneficiar comunidades da região amazônica com seus projetos de transformação social, o Time Enactus UFPA também acaba cumprindo um importante papel no desenvolvimento pessoal dos membros da equipe. “A Enactus me transformou como ser humano”, afirma o vice-presidente do Time, Wilson Costa, engenheiro de Produção e mestrando em Engenharia Civil na UFPA.

Muitos desses estudantes, seja da graduação ou pós-graduação, encontraram na equipe uma forma de exercitar as habilidades que aprendem na universidade ou mesmo desenvolver novas competências que servirão para a vida toda, além de principalmente, encontrar novas perspectivas para colocar em prática o que aprenderam.

Projetos desenvolvidos melhoram a vida de comunidadesWilson participa da equipe há sete anos. “Eu tenho consciência de que tudo que foi investido em mim, tudo que eu aprendi, agora eu retorno pra sociedade. Estou podendo utilizar esse conhecimento para que, de alguma forma, eu possa estar mudando a realidade das pessoas”, explica.

*Colaboração: Matheus Luz