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Serviços de saúde devem notificar imediatamente casos suspeitos de sarampo

Por Roberta Vilanova (SESPA)
01/10/2019 17h47

Todos os casos suspeitos de sarampo devem ser imediatamente notificados pelos serviços de saúde públicos e privados à Secretaria Municipal de Saúde, para que seja garantida a vacinação de bloqueio das pessoas que mantiveram contato com o caso suspeito. O alerta é do Departamento de Vigilância Epidemiológica (Depi), da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

A diretora do Depi, Ana Lúcia Ferreira, disse que os médicos precisam estar atentos aos sinais e sintomas do sarampo e fazer a notificação imediata, para que seja possível bloquear a circulação do vírus e evitar que mais pessoas sejam contaminadas. “Os profissionais devem fazer a notificação até 24 horas do atendimento e o bloqueio vacinal seletivo em até 72 horas após o contato com o caso”, ressaltou a diretora.

Além da notificação, os profissionais devem coletar amostra para sorologia e biologia molecular no primeiro contato com o paciente e investigar imediatamente a ocorrência de outros casos suspeitos. Já as secretarias Municipais de Saúde, além da notificação aos Centros Regionais de Saúde da Sespa e à Vigilância Estadual, devem fazer a investigação oportuna dos casos notificados e divulgar à população as medidas preventivas ao sarampo, além de orientar sobre o atendimento médico em casos de sinais e sintomas.

Contágio extremo - Segundo Ana Lúcia Ferreira, a preocupação existe porque o sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa. Os sintomas iniciais são febre, tosse persistente, irritação ocular e coriza. “Após esses sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte”, informou a epidemiologista.

A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, e ainda por meio de gotículas de secreções respiratórias (tosse, espirro etc.) com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados, como escolas e clínicas. “A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral, e a única forma de prevenção é a vacinação”, enfatizou Ana Lúcia Ferreira.

No que se refere às ações por parte da população, a orientação é que todas as pessoas com sinais e sintomas de sarampo devem procurar atendimento médico e manter atualizado o calendário vacinal.

Campanha – Como medida preventiva diante da proximidade do Círio de Nazaré, que reúne em Belém cerca de 2 milhões de pessoas, prossegue em todo o Pará a Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo, antecipada no Pará com o objetivo de imunizar crianças de seis meses a 5 anos incompletos (4 anos, 11 meses e 29 dias), que não comprovarem as duas doses da vacina triviral, e jovens de 20 a 29 anos, que não comprovarem, também, as duas doses da vacina triviral. A meta é vacinar 1.068.731 crianças e jovens paraenses. Os postos de vacinação estão com doses suficientes para atender à demanda.

O objetivo é resgatar a cobertura vacinal contra o sarampo e aumentar a proteção da população paraense durante a intensa movimentação de pessoas vindas de outros estados e países, onde a circulação do vírus está ativa. A antecipação foi necessária para garantir o tempo mínimo de dez dias para o desenvolvimento dos anticorpos.

É importante ressaltar que, de 30 de junho a 21 de setembro de 2019, foram notificados 32.036 casos suspeitos de sarampo no Brasil, dos quais 4.507 foram confirmados em 19 estados. Só em São Paulo houve a confirmação de 4.374 (97,05%) casos.