Ophir Loyola realiza campanha de incentivo à doação de órgãos e tecidos

10/09/2019 13h04 - Atualizada em 10/09/2019 14h55
Por Lívia Soares (HOL)

Um gesto altruísta e de amor pode ser a esperança para quem está à espera de um transplante. A doação de órgãos e tecidos salva muitas vidas e é necessário conscientizar a população sobre a importância do ato. O dia 27 de setembro é o Dia Nacional da Doação de Órgãos e, em alusão à data e à campanha "Setembro Verde" realizada em todo o Brasil, o Hospital Ophir Loyola irá promover palestras, além das inscrições para I Corrida Pela Vida, a ser realizada no dia 27 de outubro.

Diferentes órgãos e tecidos podem ser doados, como córneas, coração, fígado, pulmão, rim, pâncreas, ossos, vasos sanguíneos e pele. Porém, a probabilidade de um indivíduo ser receptor é maior do que a chance de ser um doador.

"A chance de encontrar um doador é mínima, a compatibilidade, a falta de informação e de uma cultura de doação de órgãos são os principais obstáculos para a realização de transplantes em nossa região", explica o coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) do HOL, Jair Graim.

A Comissão foi instituída em 16 de janeiro de 2001, responsável pela organização do hospital, para que haja a detecção de possíveis doadores com o diagnóstico de morte encefálica, conforme a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), além de abordar os familiares de pacientes falecidos e oferecer a possibilidade de doação.

No Pará, 945 pessoas esperam por um transplante de córnea e 391 esperam por um rim. A fila aumenta devido à negativa familiar. "Muitas vezes, a família não conhece a vontade de doar do parente falecido e não dá a permissão para a doação. Outras se recusam por questões relacionadas à religião e também pela falta de conhecimento", ressalta o psicólogo do HOL e integrante do Cihdott, Jairo Vasconcelos.

O Serviço de Transplante Renal foi implantado em agosto de 1999 no estado do Pará. Em 2000, o HOL foi o primeiro em todo o Norte do Brasil a realizar transplante de rim com doador falecido, aumentando as expectativas de crescimento do número de cirurgias e dando novas esperanças aos pacientes. Desde que o serviço começou no hospital, foram realizados 670 transplantes renais. Também credenciado para realizar transplantes de córnea desde 2008, o HOL realizou 336 cirurgias, que só foram possíveis pelo generoso ato da doação.

"É necessário um trabalho contínuo de esclarecimento e conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos. Pensando nisso, nós do HOL, estamos organizando alguns eventos, como a Corrida Pela Vida, que ocorrerá no dia 27 de outubro, no Parque Estadual do Utinga", destaca Jairo Vasconcelos.

Para se tornar um doador, basta comunicar a sua família. A legislação brasileira determina que a retirada dos órgãos e tecidos para doação só pode ser feita após autorização dos membros da família. O doador deve ter sofrido morte encefálica (perda completa e irreversível das funções cerebrais), desta forma seus órgãos permanecerão aptos para serem transplantados. Pessoas vivas também podem doar, mas apenas órgãos que não prejudicarão as funções vitais do doador após o transplante.

Programação:

Sexta-feira (20): palestra Doando Vida – Orientações sobre Transplante de Rim e Córnea
Horário: Das 8h30 às 10h30
Público-alvo: profissionais ligados às equipes de transplantes, familiares e pacientes portadores de doenças renais crônicas.

Dia 25/9: palestras alusivas ao Dia Nacional de Doação de Órgãos
Horário: Das 8h às 11h
Público-alvo: população em geral

I Corrida Pela Vida
As inscrições estão disponíveis neste site/ até as 23h59 da próxima segunda-feira (23) ou até se esgotarem as vagas.