Ação da Seduc reúne alunos e professores de escolas da Terra Firme

04/09/2019 16h30 - Atualizada em 04/09/2019 18h11
Por Leidemar Oliveira (SEDUC)

O bairro da Terra Firme vivenciou, na manhã desta quarta-feira (4), momentos de reflexão pela paz, com caminhadas alusivas à Semana da Pátria, sob o tema: “Escola: Uma Vivência de Paz’’. O bairro de Belém é um dos que fazem parte do programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do Governo do Estado, que visa a redução da vulnerabilidade social e o enfrentamento da violência, a partir da articulação de ações de segurança pública e cidadania.

As escolas que compõem a Unidade Seduc na Escola (USE 5) realizaram uma caminhada pelas principais ruas do bairro. Desde o último dia 30 de agosto, as escolas da rede estadual realizam diversas atividades voltadas à programação cívica, que se estende até esta sexta-feira (6). A ação é organizada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O aluno Rawan Rick, de 13 anos, participou da caminhada com muito entusiasmo junto com seus colegas da Escola Mário Barbosa. “Uma vivência de paz é um mundo sem violência, sem bullyng na escola, com união, amizades sinceras. Não sofrendo a violência no meio estudantil e social, nós podemos viver momentos tranquilos. Na escola, eu aprendo com os professores sobre a paz e transmito aos meus familiares e aos vizinhos os ensinamentos recebidos”, diz.

A professora Joelma Barros comentou que a escola aderiu ao TerPaz. A instituição oferece várias atividades, como dança, karatê, informática e, brevemente, terá ainda uma horta comunitária e cursos profissionalizantes para oferecer aos alunos.

“Quando o cidadão mal intencionado vê a presença do Estado, ele teme, recua em suas ações, sabendo que pode ser penalizado e acusado. E nós, professores, temos o dever de transmitir aos nossos queridos alunos tudo sobre a paz em todos os momentos. A escola é e deve ser de paz”, destacou Joelma Barros.

A Terra Firme é um dos bairros com maiores indicadores de violência na capital paraense. Para a professora Beny Farias, “é um desafio muito grande. Nossas escolas estão localizadas em área de bastante risco, nossos jovens sentem-se marginalizados, privados de espaços de lazer e contam com uma ajuda importante, que é a do professor em sala de aula”, pondera.