Hemopa destaca a importância do profissional de psicologia na Hemorrede

27/08/2019 11h56 - Atualizada em 27/08/2019 13h27
Por Anna Cristina Campos (HEMOPA)

Atendimento de psicologia no HemopaO nome vem do grego: Psique = mente; logia = estudo. A Psicologia é a ciência que estuda a subjetividade humana. Atua tanto nas expressões visíveis, os comportamentos, como naquelas que não podem ser vistas, como nossos pensamentos. Na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), o papel dos profissionais de psicologia é de extrema relevância, principalmente no setor ambulatorial, no atendimento à famílias de pacientes com algum tipo de coagulopatia.

A Hemorrede trata pacientes com doenças crônicas do sangue como, Hemofilia, Púrpura, Anemia Falciforme, Talassemia entre outras. E ao receber o diagnóstico, muitas vezes, o paciente não sabe lidar com a situação e nem mesmo a família entende. A notícia causa um impacto e é nessa hora que o papel do psicólogo é fundamental.

"A gente sabe que a doença crônica modifica a dinâmica familiar. É difícil receber um diagnóstico que não tem cura e isso traz alterações psicológicas e emocionais consideráveis para esta família: o medo, a ansiedade, a preocupação. A psicologia vai trabalhando dentro da perspectiva da psicoeducação, em que se utiliza técnicas educacionais e psicológicas para orientar o paciente”, destacou Gecila Cunha, psicóloga da Hemorrede.

Atualmente, mais de 14 mil pacientes, entre crianças, adolescentes e adultos, fazem acompanhamento no Ambulatório do Hemopa. Entre eles, o Cristiano, de 7 anos que, regularmente é levado ao Hemopa pela mãe/avó, Sônia Souza. Cristiano tem Púrpura, uma doença autoimune que se caracteriza pela destruição das plaquetas, células produzidas na medula óssea e ligadas ao processo de coagulação inicial do sangue. “Quando a gente descobriu foi um desespero, não sabíamos o que fazer. Meus cabelos caiam de tanta preocupação”, revelou Sônia sobre quando recebeu o diagnóstico do neto.

Cristiano, de 7 anos, é regularmente levado ao HemopaDepois que eles começaram a freqüentar o Ambulatório do Hemopa, a rotina ficou mais tranqüila. “As doutoras nos ajudam a saber como eu posso reagir com o Cristiano dentro de casa. Porque a gente não pode bater, a gente tem que entender o problema dele. E também, as psicólogas nos dizem que nem sempre podemos fazer as vontades deles. Sabe como é criança, não é?!”, disse Sônia.

“A psicologia sozinha, não conseguiria acompanhar os pacientes. A gente costuma dizer que a aceitação do tratamento não depende só do paciente, mas sim da relação entre paciente, família e equipe. Por isso a assistência multidisciplinar é essencial”, ressaltou Liane Nunes, psicóloga da Hemorrede.

A diretora técnica do Hemopa, Dra Luciana Maradei, parabeniza e agradece o compromisso dos psicólogos que atuam na assistência hematológica da Instituição. “É um importante integrante da equipe profissional que oferece assistência de qualidade, segura e humanizada não apenas aos nossos usuários, mas também aos familiares, no cuidado com a saúde mental, bem estar e, principalmente, no auxílio a adesão ao tratamento”.

O ambulatório do Hemopa também oferece acompanhamento médico, odontológico, fisiátrico, fisioterapêutico, além de pedagógico, assistência social, enfermagem e técnicos de enfermagem.

Dia do Psicólogo

Foi no dia 27 de agosto de 1964 que foi regulamentada a Lei nº 4.119, que dispõe sobre a profissão de psicólogo. Por isso, o dia ficou marcado no calendário brasileiro como homenagem aos profissionais que se dedicam a estudar e orientar o comportamento humano, lidando com os sentimentos, traumas e crises das pessoas.

Samantha Silva é estudante de psicologia e estagiária no Hemopa, para ela é gratificante acompanhar a rotina dos pacientes e contribuir com a melhoria de cada um. “Eu me sinto muito feliz em poder ajudar essas famílias, desmistificar algumas questões que podem ser criadas nas cabeças delas. Pra mim é muito importante estar ajudando e também adquirindo conhecimento, ao mesmo tempo”.

Liene Nunes, psicóloga da Hemorrede diz que sempre gostou da área de psicologia da saúde. “Eu me sinto privilegiada. É muito gratificante quando a gente vê um paciente nosso tendo uma qualidade de vida melhor, que ele consegue fazer uma faculdade, trabalhar. É um trabalho difícil e desafiador. Mas gratificante quando a gente percebe que conseguiu alcançar o nosso objetivo”.

Gecila Cunha foi estagiária do Hemopa, contratada quando se formou e agora concursada. São 15 anos de história dentro da Hemorrede. “Eu se sinto muito honrada de ver a construção da psicologia e o fortalecimento dentro da equipe multidisciplinar. Fazer parte desta equipe é gratificante. Agradeço em ter esta oportunidade e principalmente por parte da valorização dos gestores", complementou.