Obras na BR-316 avançam e NGTM inicia lançamento de drenagem na rodovia

Rua Celestino Rocha ficará interditada por 60 dias

08/08/2019 10h21 - Atualizada em 08/08/2019 11h48
Por Michelle Daniel (NGTM)

Obras de requalificação da BR-316 iniciaram em janeiro deste anoA partir da próxima semana o Governo do Pará, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), iniciará o lançamento de drenagem na rodovia BR-316, etapa importante das obras de requalificação da via que antecedem o serviço drenagem subterrânea. O lançamento será no sentido Belém – Ananindeua e impactará a Rua Celestino Rocha, na altura do km 4 da rodovia. A rua precisará ficar interditada por 60 dias.

Durante o tempo de bloqueio da Rua Celestino Rocha, quem precisar acessar a via terá duas opções de rota: pela Rua Ricardo Borges – localizada cerca de 300 metros antes – ou o acesso provisório pela área da antiga Arena Yamada – menos de 10 metros depois - que já está sendo preparado para receber os veículos. Motoristas, ciclistas e pedestres que utilizam a BR-316 diariamente deverão ficar mais atentos durante o período da obra.

Confira as opções de rota durante o período de bloqueio da Rua Celestino Rocha

“Para dar maior comodidade às pessoas que precisam ir ao cemitério Recanto da Saudade, o Governo do Pará está criando uma via alternativa pelo terreno de propriedade do Grupo Yamada que permitirá o acesso à Rua Celestino Rocha”, afirma o engenheiro Eduardo Ribeiro, diretor-geral do NGTM.

De acordo com o engenheiro do NGTM, o lançamento de drenagem que iniciará na semana que vem é o quinto dos sete que estão previstos conforme o cronograma de obras que a diretoria e equipe técnica do NGTM se esforça para cumprir desde o dia 15 de janeiro. "Esses lançamentos permitem a eliminação dos pontos de alagamentos existentes na BR-316”, explicou Eduardo Ribeiro.

“A etapa é de extrema importância, pois dará a possibilidade de execução da nova pavimentação da rodovia. É uma obra tão importante quanto a de remanejamento de interferências que está sendo feita, como o reposicionamento dos postes de energia elétrica e todos os cabeamentos pendurados e, em alguns trechos, a retirada da tubulação de água”, esclarece Ribeiro. “O trabalho é necessário, pois faz parte das obras de requalificação da rodovia e que trarão mais condições de trafegabilidade", reforça o diretor geral do NGTM.

Os trabalhos de lançamento de drenagem consistem em topografia (estudo da geografia da área), escavações, remoção do material escavado, tubulação de drenagem, assentamento da tubulação, reaterro, drenagem superficial e pavimentação. “É importante que as pessoas saibam que para realizar esse serviço de extrema importância, serão feitas escavações, máquinas estarão pelas ruas, caminhões pesados levando tubulação de drenagem e, a população precisa se sensibilizar para os cuidados que deve ter com a mudança na rotina, sabes que causará transtornos, mas será necessário para a melhoria”, explica o engenheiro Alberto Matta.

Antes de iniciar o serviço, ações estratégicas estão sendo realizadas junto à população que mora na área impactada, levando informação e conscientização sobre as mudanças temporárias. Também haverá sinalização na pista onde se dará o acesso provisório e toda a divulgação necessária. “Contamos com a colaboração da sociedade com os atropelos temporários que a obra causará”, finaliza Eduardo Ribeiro, diretor-geral do NGTM.

Após a fase de lançamento de drenagem, iniciarão as etapas que impactam diretamente no fluxo de veículos: requalificação das faixas de veículos, construção da via expressa (junto ao canteiro central), ciclovia, calçada e pavimentação da rodovia.

Requalificação da BR-316 – No dia 15 de janeiro deste ano, o Governo do Pará começou a executar as obras de requalificação da BR-316, que vai do Entroncamento a Marituba. Trata-se de um obra para otimizar a mobilidade interna aliado à necessidade de um sistema eficiente de transporte público por ônibus na RMB.

“É de fundamental importância para o ordenamento da BR, principal via de entrada de Belém e na Região Metropolitana. O prazo para que isso ocorra é desafiador e vai envolver a compreensão da população para chegarmos a uma condição melhor de trafegabilidade na Região Metropolitana de Belém”, conclui o engenheiro Eduardo Ribeiro.

Serão implantadas quatro faixas de rolamento por sentido da rodovia, três para o tráfego geral em asfalto e uma para o BRT (Bus Rapid Transit) em concreto; ciclovias nos dois sentidos e calçadas arborizadas com 2,5 metros de largura; faixa de piso tátil, rampas de acessibilidade e paisagismo.

Também serão instaladas 26 estações de passageiros (em ambos os sentidos) e 13 passarelas de pedestres com acessibilidade ao longo de 10.8 km. Além disso, estão previstos dois terminais de integração (um em Ananindeua, outro em Marituba); o Centro de Controle Operacional (CCO); quatro túneis de acesso subterrâneo aos terminais e o viaduto de Ananindeua, que permitirá a ligação direta entre as áreas ao sul da BR, como os conjuntos Julia Seffer e Aurá à Cidade Nova.