Hemopa promove ação de sensibilização sobre Doença Falciforme

18/06/2019 10h06 - Atualizada em 18/06/2019 12h55
Por Vera Rojas (HEMOPA)

Uma programação de educação em saúde voltada para usuários e acompanhantes acontece, nesta quarta-feira (19), na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia (Hemopa) alusiva ao "Dia Mundial de Conscientização e Sensibilização das Pessoas com Doença Falciforme (DF)". O evento acontecerá de 9h às 11h30 no auditório do hemocentro e terá também orientações e atividades lúdicas.

A doença falciforme é uma patologia hematológica genética e hereditária mais comum no Brasil. Entre elas a mais grave é a anemia falciforme(DF). De acordo com o Ministério da Saúde, existem hoje entre 30 mil e 50 mil pessoas com alguma doença falciforme. No mundo todo, as estimativas são de que a cada ano nasçam entre 300 mil e 400 mil crianças com uma das mutações genéticas.

No Pará, a Fundação Hemopa, que é referência no diagnóstico e tratamento da doença, possui um cadastro ativo de mais de 14 mil pacientes. Desses, 903 são com DF e recebem tratamento especializado com a equipe multidisciplinar da Coordenadoria de Atendimento Ambulatorial (COAMB) do hemocentro.

Segundo o Ministério da Saúde, a doença falciforme é a anemia mais prevalente, porque os glóbulos vermelhos do sangue (hemácias) ganham a forma de meia-lua ou foice em ocasiões de baixa de oxigênio, daí o nome falciforme. Essas células deformadas se tornam rígidas e propensas a se polimerizar, ou seja, formar grupos que aderem à camada celular interna dos vasos sanguíneos, o que dificulta a circulação do sangue. A condição pode levar à oclusão de vasos sanguíneos. Além de causar episódios imprevisíveis de dor, aumenta muito as chances de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença renal crônica e embolia pulmonar, entre outras complicações.

Programação - A ação de sensibilização para o "Dia Mundial de Conscientização e Sensibilização das Pessoas com Doença Falciforme (DF)" contará ainda com apoio do Grupo Lítero Musical da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), e ainda com a parceria com Teatro de Bonecos do Laboratório Beneficente de Belém. "Vamos celebrar as conquistas, ao futuro, e que nosso futuro seja o mais rápido possível porque essas pessoas precisam de uma melhor qualidade de vida", comentou a médica.

Avanços - Segundo o Ministério da Saúde, o único tratamento para curar a anemia falciforme é o transplante de medula óssea. No Brasil, o procedimento passou a ser coberto pelo SUS em 2015. Os transplantes em pessoas com doença falciforme só podem ser realizados entre irmãos compatíveis.

A Fundação Hemopa tem um fluxo para realização de transplante de medula óssea para paciente com DF, e possui os protocolos tanto do MS e a terapia celular para osteonecrose, em parceria com o Hospital de Clinicas da Bahia, e tem que obedecer o fluxo adequado das avaliações de indicação .

Serviço: O Hemopa fica localizado na Travessa Padre Eutíquio, 2109. Atendimento ambulatorial de segunda a sexta-feira, das 7h às 17 h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118.