Primeiros quilômetros da BR-316 terão 13 passarelas com projeto de requalificação

20/05/2019 12h12
Por Redação - Agência PA (SECOM)

A rodovia BR-316 é palco de inúmeros acidentes envolvendo pedestres e ciclistas. A falta de infraestrutura, como passarelas, necessárias para garantir fluidez no trânsito, tem contribuído para o aumento dos riscos para quem trafega pela via. Uma das propostas do Governo do Estado para proporcionar mais conforto, segurança e rapidez para quem utiliza a via, é a instalação de passarelas ao longo de quase 11 km da rodovia, como parte das obras de requalificação da BR-316. Ao todo, serão instaladas 13 travessias com acessibilidade e estrutura necessária para atender a população que trafega por Belém, Ananindeua e Marituba.

“As passarelas são prioridade em relação à obra para que as pessoas que precisem fazer as travessias possam, com menor espaço de tempo, começar a utilizá-las, principalmente nos pontos mais críticos da rodovia. A distância entra passarelas será de cerca de 800 metros, algumas ficarão a cerca de 600 metros, dependendo dos postos de maior fluxo de pedestres, tudo para atender a necessidade da população e para acesso as estações de passageiros, terminais de integração que estão sendo construídos, proporcionando uma travessia segura”, afirma Eduardo Ribeiro, diretor-geral do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), órgão responsável pela execução das obras.

Atualmente, um dos pontos mais movimentados é a área do centro de Ananindeua. Ali, assim como em outros trechos da via, as pessoas enfrentam dificuldades na hora de atravessar devido a quantidade insuficiente de passarelas e falta de sinalização na pista. Como não bastasse, a travessia não atende todos os públicos, como a aposentada Ana Oliveira, de 63 anos, moradora do município, que tem limitações nas pernas. “Fica difícil subir e descer as escadas por causa da dor nas pernas. Se tivesse rampa antiderrapante ficaria melhor. Moro aqui em Ananindeua há 19 anos. Acredito que com essa obra as coisas melhorem, principalmente para pessoas como eu, que têm dificuldades para andar”, diz.

Elias Silva trabalha como ambulante na feira de Ananindeua há pelo menos 15 anos e conta que já presenciou vários acidentes na rodovia que poderiam ter sido evitados.“É uma questão de extrema importância para a nossa região. Os acidentes são constantes aqui. A distância de uma passarela para a outra é enorme. As pessoas acabam atravessando em qualquer outro ponto. E isso é perigoso. A BR é muito movimentada”, opina.

Outro personagem vulnerável durante a travessia é o ciclista. O vendedor de café e lanches, Ronaldo Ferreira, de 42 anos, é morador do bairro Distrito Industrial e utiliza a bicicleta como meio de transporte para levar sustento à família. "Como eu coloco a mercadoria na frente e na garupa, a bicicleta fica mais pesada. Não dá para subir e descer essas escadas. Acontece que me arrisco na pista mesmo e tenho de prestar muita atenção para não ser atropelado. Mas, com a rampa, já melhoraria bastante para levar a bike", avalia.

Como motorista, o taxista Alcidenor Brasil, de 52 anos, acredita que as obras da Nova BR, com a instalação de novas passarelas e substituição das antigas, devem gerar mais segurança também para os motoristas. "A gente está colocando fé que esse projeto executado pelo Governo vai melhorar a vida de todos nós. Vai ser um progresso muito grande para a nossa região", completa.

Requalificação – O projeto do Sistema Troncal de Ônibus da região metropolitana de Belém contempla 10,8 km de extensão, abrangendo os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba.O objetio da obra é otimizar a mobilidade urbana atualmente prejudicada pelo aumento do fluxo de transporte aliado à necessidade de um sistema eficiente de transporte público.

Serão implantadas pistas com três faixas de rolamento com pavimento flexível nos dois sentidos; uma faixa em cada sentido exclusiva para o BRT (Bus Rapid Transit); duas ciclovias, sendo uma em cada sentido; gramado próximo à ciclovia; dois passeios para circulação de pedestres com 2,5 metros de largura; faixa de piso tátil; rampas de acessibilidade e mobiliário urbano e paisagismo.

Também serão instalados 13 conjuntos de estações de passageiros (em ambos os sentidos) e 13 passarelas de pedestres, dando acesso às extremidades da rodovia e às estações de passageiros. Além disso, estão previstos dois terminais do BRT – Ananindeua e Marituba; o Centro de Controle Operacional - que será responsável pela operacionalização do sistema BRT Metropolitano e de Belém, futuramente integrados; quatro túneis de acesso subterrâneo aos terminais e; o viaduto de Ananindeua, que permitirá a ligação direta entre as áreas ao sul da BR, como os conjuntos Julia Seffer e Aurá à Cidade Nova.