Agentes prisionais impedem fuga em massa na CTM Ananindeua

23/03/2015 21h18

Agentes penitenciários da Central de Triagem Metropolitana II (CTM II), em Ananindeua, evitaram a fuga de cerca de 60 internos da unidade prisional na tarde desta segunda-feira, 23. A ação ocorreu por volta das 12h30,  enquanto detentos do bloco A estavam no banho de sol e os presos demais blocos recebiam o almoço.

Para impedir a fuga, os agentes trancaram imediatamente o bloco carcerário, mas durante a movimentação um dos servidores foi detido e feito refém pelos detentos. Antes da chegada da polícia, os presos quebraram paredes, eclusas, cadeados e tentaram atear fogo em algumas celas.

As chamas não chegaram a tomar grandes proporções e foram controladas pelos próprios funcionários do CTMII. Cerca de trinta minutos após o início da confusão, homens da ROTAM e do Comando de Operações Especiais chegaram no local para negociar com os internos e dar apoio ao agente penitenciário feito refém. Familiares do servidor também estiveram na unidade prisional para acompanhar as negociações. 

Para liberar o servidor, os presos reivindicaram o aumento na quantidade de comida que pode ser levada pelos familiares durante as visitas e também a mudança no procedimento do banho de sol, que a partir de agora passará a ser liberado bloco a bloco, ou seja, os presos de cada pavilhão, um por vez, terão períodos alternados para acessar o pátio interno.

Os pedidos foram atendidos e a liberação do agente assegurada. Não houve necessidade de uso de força policial e o servidor foi liberado sem ferimentos. “Levamos o agente prisional imediatamente ao setor de atendimento medico, para que os técnicos pudessem avaliar as condições clínicas dele. Agora ele será acompanhado pelas assistentes sociais da Divisão de Assistência Integrada da Susipe. Felizmente conseguimos controlar toda a situação apenas na base do diálogo e ninguém ficou ferido”, explicou o coordenador penitenciário geral, Robério Pinheiro.

No final da tarde foi realizada uma revista estrutural nos três blocos carcerários da unidade prisional para avaliação e reparo dos estragos, visto que algumas grades foram quebradas para a confecção de estoques. Os detentos serão autuados por dano ao patrimônio público.

Por Redação - Agência PA (SECOM)