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Curro Velho emociona fiéis com encenação do “O Auto da Lua Crescente”

Por Redação - Agência PA (SECOM)
11/10/2015 17h45

Uma manhã de céu limpo, sem nuvens. Pessoas chegando lentamente e se organizando no pátio que fica nos fundos do Curro Velho, no bairro do Telégrafo. Os primeiros a chegar eram idosos e crianças pequenas, alguns de bairros vizinhos, outros de mais longe, como o eletricista Augusto Favacho, que veio da ilha do Mosqueiro. “É longe, mas eu saio cedo. Quatro horas da manhã já estou na parada. Vale tudo pra viver isso”, confessa o devoto.

A expectativa era pra passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, que estava vindo de Icoaraci seguida por mais de 400 embarcações. No trajeto o cortejo passa bem rente à margem do rio Guamá, o que permite que milhares de pessoas procurem a beira do rio pra ver a Santinha de perto. Um desses lugares é a sede do Curro Velho. E depois de alguns anos, o Curro Velho retomou uma prática antiga, muito apreciada pelos devotos que ano após ano procuram o local: fazer apresentações de música ou teatro no começo da manhã, antes da passagem da Santa. E esse ano não foi música ou teatro, foram os dois.

Alunos que participaram do Laboratório de Artes Cênicas da instituição foram chamados por Mika Nascimento e Allan Bordallo pra criar e encenar o que veio a ser “O Auto da Lua Crescente”, uma peça com temática totalmente voltada pro Círio, que envolve trechos de música - de paraenses como Vital Lima, do grupo Cuarderna, e do compositor Dimitri Cunha, entre outros -, relatos, poemas e muita alegria e emoção. Para Geovane Silva, um dos músicos que participou do auto, a experiência valeu muito a pena. “Pra mim foi fantástico. Apesar de evangélico, o que vale é o processo. A energia é muito forte, esse momento, todo mundo aplaudindo muito, foi inesquecível”, revela o instrumentista.

Depois da encenação e da passagem da Santa, o eletricista que veio de Mosqueiro completou: “Achei maravilhoso, o clima, a música ao vivo, e deu certinho pois a peça acabou e quando eu olhei pra trás vi o rio sortido de barco. Era tanto barco que eu não consegui contar”, lembrou Augusto.

Para Jorge Cunha, coordenador de linguagem corporal da Fundação Cultural do Pará, o evento teve resultado positivo. “Faz tempo que a gente não fazia nada, foi interessante, foi uma contação de história musicada. Superou nossas expectativas”, conclui Cunha.