Acidentes de trânsito causados por capotamento e colisões traseiras caem no Pará
Falta de atenção no trânsito também é menor em 2024. Dados referem-se a registros de todos os órgãos de trânsito que operam no Estado

A violência no trânsito em geral é crescente no Brasil, mas no Pará, dados recentes do Departamento de Trânsito do Estado (Detran) mostram que os sinistros do tipo capotamento e abalroamento caíram no ano passado. Os dados referem-se a registros de todos os órgãos de trânsito que operam no Estado e mostram que acidentes dessa natureza estão em queda nos últimos três anos.
Conforme o levantamento, em 2022, um total de 890 veículos capotaram no Pará, enquanto que em 2023 o quantitativo foi de 601 registros e em 2024 foram 578 ocorrências. Causado principalmente pelo excesso de velocidade, o capotamento ocorre quando o veículo perde a estabilidade e tomba, quase sempre de cabeça para baixo.
Nesses casos, é comum a perda do controle acontecer quando o condutor dirige em alta velocidade e em locais de curva acentuada. As duas situações, quando associadas a choque com outro veículo, quase sempre leva a sinistros graves com vítima. “A falta de controle do motorista, a atenção distraída e o consumo de álcool também aumentam a probabilidade de um capotamento”, explica o coordenador de operações do Detran, Ivan Feitosa.
Nas rodovias estaduais de jurisdição do órgão, os controladores de velocidade e o reforço da sinalização vertical, além das campanhas educativas nas rodovias de maior movimentação de veículos, estão entre os motivos da redução dos capotamentos.

Outra colisão em queda desde 2023, o abalroamento, que ocorre quando um veículo atinge outro pela lateral ou traseira, indica que os motoristas estão mais atentos ao trafegar por cruzamentos e quando trocam de faixa. Os dados do Detran mostram que em 2022, 2023 e 2024 foram registrados 720, 599 e 585 acidentes desse tipo, respectivamente. Manter a distância entre os veículos, evitar distrações e, acima de tudo, respeitar a sinalização são fundamentais para evitar abalroamento.
Tanto o capotamento, como o abalroamento estão relacionados à falta de atenção do condutor. De modo geral, essa causa também vem caindo em todo o Estado. De acordo com o Detran, no ano passado, 9.405 sinistros tiveram como causa principal a distração do condutor, 1.554 a menos do que no ano anterior. “Embora ainda altos, os números em queda mostram que o trabalho de fiscalização e educação vêm dando resultado positivo e que o condutor está mais atento às normas de trânsito”, afirma Feitosa.