Ophir Loyola comemora 107 anos com liberação de R$ 20 milhões para investimentos

10/10/2019 17h06 - Atualizada em 10/10/2019 18h20
Por Leila Cruz (HOL)

A solenidade comemorativa realizada nesta quinta-feira (10) reuniu diretores, servidores e representante da Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia, no auditório Luiz Geolás de Moura. Símbolo de funcionalidade da área de saúde no Pará, o Hospital Ophir Loyola (HOL) chega aos 107 anos consolidado como referência no tratamento oncológico no Norte do Brasil e com uma boa notícia: o Governo do Estado liberou, via Caixa Econômica Federal, R$ 20 milhões para a unidade de saúde. Os recursos serão utilizados para a execução de obras de melhorias e instalação de equipamentos.

Um dos serviços consiste na reformulação na Unidade de Atendimento Imediato, onde são realizados uma média de 2.850 atendimentos de urgência e emergência oncológica e 13.020 procedimentos de urgência ao mês. O órgão iniciou como Instituto de Proteção à Criança no Pará e hoje funciona como uma atuação especial da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e já passou por importantes transformações para então ser reconhecido como um dos hospitais mais importantes do estado.

A solenidade comemorativa realizada nesta quinta-feira (10) reuniu diretores, servidores e representante da Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia, no auditório Luiz Geolás de Moura. O evento resgatou fatos importantes da cronologia do Hospital, momento atual e perspectivas, com a palestra “107 anos do Hospital Ophir Loyola: passado, presente e futuro”. Em seguida, ocorreu a apresentação do coral “Vale Música” e a inauguração da placa alusiva ao aniversário.

O evento contou com a apresentação do coral “Vale Música”.

História – O maranhense Ophir Pinto de Loyola chegou a Belém com apenas 24 anos, após se formar na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 6 de outubro de 1912, o médico fundou o Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Pará. Faleceu vítima de câncer no fígado, aos 48 anos, em outubro de 1934, sem imaginar que a instituição fundada por ele se tornaria em um hospital de referência no tratamento da doença que o vitimou.

O legado deixado pelo médico culminado em um Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e Hospital de Ensino pelo Ministério da Saúde (MS). Na área de ensino e pesquisa, também possui fundamental importância, sendo criada na instituição a primeira residência médica do Pará e iniciou-se, nos corredores e áreas livres do hospital, a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Pará (Uepa). E assim permaneceu por aproximadamente 15 anos. Ex-aluno, José Roberto Lobato Souza hoje é diretor-geral do HOL.

“É a história de 107 anos sobre uma instituição que existe há mais de um século para cuidar de pessoas e que já faz parte da história de milhares delas. É com grande satisfação que hoje buscamos garantir uma assistência de qualidade e humanitária para os nossos pacientes. O Ophir Loyola é hoje um patrimônio do povo do Pará. O Governo do Estado e a direção do hospital sabem disso e não medimos esforços para que o hospital continue evoluindo em prol da nossa população”, destacou o diretor-geral.

O hospital foi responsável pela implantação de diversos serviços e procedimentos relevantes para a melhoria e a qualidade da assistência ofertada aos usuários do Sistema Único de Saúde. Aos longos dos anos, os serviços foram reestruturados e aos poucos foram adequados à demanda de pacientes e ao novo perfil assistencial. Além da oncologia, o HOL é referência em neurocirurgia, nefrologia e transplantes, prestando uma assistência fundamentada nas políticas públicas.

José Roberto Lobato Souza, diretor-geral do HOL, afirma que o governo como um todo segue em busca de um atendimento cada vez melhor oferecido à população na unidade de saúde.

Números – O Hospital Ophir Loyola possui 44 consultórios ambulatoriais para consultas médicas e de serviços complementares de diagnose e terapia. A autarquia possui 236 leitos, sendo 29 de Unidade de Terapia Intensiva.

De janeiro a agosto deste ano, o hospital contabilizou 372 atendimentos domiciliares, 2.380 procedimentos cirúrgicos, 2.281 casos novos de câncer, 2.803 internações, 20.807 diagnósticos por imagem, 64.848 consultas, 68.406 aplicações de radioterapia, 17.027 sessões de quimioterapia, 104.156 procedimentos de urgência, 433.894 exames, entre outros, totalizando 818.362 atendimentos no período.

Investimentos – Graças aos investimentos, a Central de Material e Esterilização será reformada e ampliada. Trata-se de uma área responsável pela limpeza e processamento de artigos e instrumentais médico-hospitalares.

O Serviço de Medicina Nuclear passará por revitalização e adequação de espaço para a instalação da gama-câmara (usada para detectar e localizar a origem espacial de raios gama emitidos pelos radiofármacos administrados no paciente) e do Pet-Scan, aparelho essencial para o diagnóstico e estadiamento do câncer. Este último consegue capturar lesões mínimas que exames de ressonância magnética e de tomografia computadorizada não fazem.

“Essas obras estavam paradas há muito tempo, mas serão retomadas. Alguns projetos foram renovados e readaptados para que em 2020 possamos instalar o grande anseio do hospital que é o Pet-Scan. O exame é considerado uma das tecnologias mais modernas para diagnosticar e acompanhar a presença e a progressão do câncer. No entanto, o equipamento que custa mais de R$ 6 milhões estava encaixotado desde a gestão passada”, informou o diretor de Administração e Finanças, Faruk Amate.