O PARÁ DE VOLTA AO TRABALHO

Grupamento Fluvial desarticula organizações criminosas e aumenta poder de atuação

Somente em 2020, foram realizadas mais de 50 operações, com 44 prisões

04/01/2021 09h49 - Atualizada em 06/01/2021 às 22h11

Policiais militares e civis compõem o quadro de servidores do GFluCriado há nove anos, o Grupamento Fluvial, vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), realiza ações de prevenção e ostensividade nas áreas fluviais e ribeirinhas de todo o Estado. Policiais militares e civis compõem o quadro de servidores do GFlu, que somente em 2020, realizou mais de 50 operações.

A operação de maior relevância foi a "Netuno", que ocorreu em setembro do ano passado. De forma integrada, os agentes passaram oito dias fiscalizando embarcações, realizando mandados de prisão e atuando com prevenção e ostensividade na região do Marajó, mais especificamente nas cidades de Curralinho, Breves e Gurupá.

Mesmo com a pandemia, o GFLu tem conseguido cumprir sua missão nas áreas fluviais do Estado. O Grupamento teve que se readequar e, paralelo às ações policiais ostensivas, realizou atividades de combate ao vírus. Foram feitas diversas ações de cunho social, visando evitar o deslocamento de pessoas das comunidades ribeirinhas para a cidade. Foram distribuídas mais de 600 cestas básicas para famílias que perderam sua fonte de renda com a chegada da pandemia.

Blindada – Para melhorar o trabalho, a Segup tem investido fortemente na aquisição de novos equipamentos que facilitam a entrada dos agentes em locais de difícil acesso, como por exemplo a aquisição de 25 motores de centro-rabeta e 23 motores de popa, embarcações propícias para navegar em regiões de baixa profundidade. Além disso, foi adquirido 15 novas lanchas completas, sendo três blindadas, que estão sendo distribuídas em municípios com maior necessidade de frota fluvial e incidência de crimes.

Uma das embarcações blindadas foi entregue no último mês de dezembro. Além da infraestrutura, o Governo também qualificou agentes para a atuação na lancha. O treinamento contou com a participação de 27 homens da segurança pública, que atuam nas Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros e que farão parte da tripulação exclusiva que irá operar na embarcação. O objetivo é torná-los especialistas nas ações ostensivas de combate aos crimes graves, a exemplo do tráfico de drogas, pirataria e assaltos a bancos, em localidades onde o rio é facilmente utilizado como rota de fuga.

“Formamos um grupo especial de tripulantes para atuarem, de forma exclusiva, nesta embarcação. O grupo é composto por policiais civis, militares e bombeiros, que serão cedidos ao grupamento fluvial, com objetivo de atuarem exclusivamente nessa lancha, para que possam ter maior conhecimento e prática com os equipamentos eletrônicos, a fim de facilitar as missões que envolvam sua utilidade pelos rios”, reforçou o diretor do Grupamento Fluvial, delegado Arthur Braga.

As aulas teóricas aconteceram no auditório do Grupamento Fluvial, onde os alunos receberam o conhecimento técnico sobre os equipamentos, e também um módulo prático, pelo rio. Foram realizados ainda testes diurnos e noturnos, com o objetivo de conhecer e operar os equipamentos de alta tecnologia da lancha, que é voltada para as operações de busca e capturas de criminosos.

A embarcação possui uma ação rápida que atinge mais de 90 km/h, possuindo capacidade para até 12 pessoas. A lancha é equipada com aparelhos de tecnologia avançada, bem como, visão noturna, visão termal, sonar, radar entre outros, para atuar de forma ostensiva, especialmente no enfrentamento aos grupos e organizações criminosas, que agem mediante um forte armamento bélico. O objetivo é garantir uma maior segurança na atuação das polícias, resguardando a vida de seus agentes e possibilitando resultados mais eficazes no cumprimento das operações fluviais.