Sejudh promove V Encontro de Gestoras de Políticas às Mulheres

Evento mobilizou mulheres e organismos que atuam na rede de proteção, como a Comissão da Mulher Advogada, da OAB Pará

20/05/2022 13h09 - Atualizada em 20/05/2022 14h14

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), por meio da Coordenadoria de Integração de Políticas para as Mulheres (CIPM), realizou nesta sexta-feira (20), o V Encontro de Gestoras de Organismos de Políticas para as Mulheres do Pará, que tem o objetivo de fortalecer a rede de atendimento nos municípios, a fim de favorecer a implementação de ações na perspectiva de gênero e transversalidade das políticas públicas. 

O encontro reuniu mulheres de cidades de diversas regiões de integração do Estado, como Santarém, Parauapebas, Cametá, Porto de Moz, Anajás, entre outros municípios. Em discussão os avanços das ações de políticas públicas às mulheres, facilitando a efetivação de agendas positivas nas cidades paraenses.

A abertura do encontro contou com a presença do titular da Sejudh, Valber Milhomem; da promotora de justiça, que coordena o Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar do MP, Vyllya Sereni; da representante da Comissão da Mulher Advogada, da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará, Natasha Vasconcelos; da analista da ONU Mulheres, Ana Cláudia Pereira; da deputada estadual Nilse Pinheiro, que é procuradora da Procuradoria da Mulher, da Assembleia Legislativa do Pará.

Para o titular da Sejudh, Valber Milhomem, reunir mulheres de diversos municípios é fundamental para o fortalecimento da rede de atendimento às mulheres. “A importância de debater as políticas públicas estaduais para todas as mulheres é demonstrar como o Estado está atento aos direitos das mulheres. Deixo a Sejudh à disposição de todas as participantes deste encontro e dos municípios para o que nós pudermos ajudar”, destacou. 

A secretária municipal da Mulher de Parauapebas, Edileide Batista, destacou que o município do sudeste paraense já conta com uma rede de atendimento às mulheres, mas as demandas são crescentes e é preciso unir forças para ampliar essas ações.  “Esse encontro vai fortalecer ainda mais a nossa atuação dentro de Parauapebas e fortalecer as políticas públicas municipais em favor delas”, frisou a representante.

Vinda de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó, a assessora técnica da Secretaria de Assistência Social, Dulcilene Ribeiro, pontuou que os debates têm o intuito de promover mais conhecimento técnico para quem atua no interior do Estado. “O objetivo é que possamos capacitar ainda mais as pessoas que atuam com as mulheres em situação de vulnerabilidade em Ponta de Pedras”, disse ela.

Márcia Jorge, da CIPM, frisou que o encontro contribui para o fortalecimento das políticas para as mulheres. “A integração com os Organismos de Políticas para as Mulheres, enquanto instrumento potencializador, frente aos desafios do cenário social, econômico e político atual, na perspectiva da agenda Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que tem como foco a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”, afirmou. 

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS

Os ODS são uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas, sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015, composta por 17 objetivos centrais e 169 metas a serem atingidas até 2030. Temas como a  erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero estão entre os objetivos. 

A igualdade de gênero é o ODS 5, que tem, como metas, as trocas  de informações, experiências de criação de serviços como Sala Lilás, atendimento policial e psicossocial, Patrulha Maria da Penha, abrigo e as Procuradorias da Mulher nas Câmaras Municipais, contando com profissionais com expertise nos assuntos, por meio de parcerias com órgãos que promovem atenção às mulheres, especialmente nos casos de violência.

O diretor de Cidadania e Direitos Humanos, da Sejudh, o órgão está atento às demandas e pronto para debate “sobre os direitos das mulheres com a composição dos municípios para trabalhar as políticas públicas às mulheres, não se eximindo de realizar os atendimento que são necessários”, colocou Diego Mota.

Por Gerlando Klinger (SEJUDH)