Com retomada do Siv Mulher, Estado garante mais atenção e proteção às mulheres vítimas de violência

25/11/2021 16h37 - Atualizada em 25/11/2021 17h12

No Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres, 25 de novembro, o Governo do Estado apresentou uma iniciativa importante de combate à violência doméstica: a atualização e retomada do Sistema de Atendimento Integrado à Mulher (Siv Mulher 2.0). A ferramenta integra serviços psicossociais, médicos, de defesa social e de perícia em um único espaço, promovendo um atendimento integral, interdisciplinar e de qualidade às vítimas. 

Durante a programação, realizada nesta quinta-feira (25), no teatro da Usina da Paz Icuí-Guajará, a coordenadora de Integração de Políticas Públicas para as Mulheres da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Márcia Jorge, destacou que o uso facilitará o acesso aos dados e histórico dos atendimentos dentro das redes integradas, centralizando as informações e facilitando a criação de programas e projetos de forma mais específica. 

“Teremos acesso a sua situação socioeconômica, ao perfil mais completo de cada uma e, desta forma, podemos encaminhar para a rede de atendimento e oferecer cursos, qualificação dentro da área dessa vítima para que ela possa sair do fluxo da violência também com a contribuição das políticas públicas”.

Atendimento - A ferramenta será utilizada, a princípio, nas Unidades Integradas ParáPaz Mulher em Belém e Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, mas a expectativa é expandir o uso para todas as unidades de atendimento às mulheres no Pará. Segundo Alberto Teixeira, presidente da Fundação ParáPaz, o Siv Mulher 2.0 veio para somar ainda mais na atual gestão e na intersetorialidade dos órgãos.

“Utilizaremos de forma efetiva, propiciando um gerenciamento de informação para que possamos direcionar os nossos serviços e projetos com o objetivo de reduzir as estatísticas de violência contra a mulher. É o governo do Estado presente atuando em mais uma vertente em prol da mulher paraense”.

A assistente social Luani Moraes, que atua há um ano na ParáPaz Mulher Ananindeua, ressaltou que o principal foco da ferramenta é evitar a revitimização institucional da assistida, que já se encontra em situação de risco e de violência. Como a Polícia Civil também tem acesso, não há necessidade da vítima repetir sua história, muitas vezes difícil de relembrar, então essa troca de informação interna veio aperfeiçoar o trabalho dos órgãos e garantir confortabilidade à mulher num momento tão delicado. 

Elaboração - A Sejudh e a Fundação ParáPaz são os gestores do sistema. A Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado (Prodepa) é responsável pelo seu desenvolvimento e contou com uma equipe incansável em atender, interpretar e traduzir à realidade as várias demandas necessárias para melhoria do fluxo de atendimento, usando a tecnologia em favor do Estado, como enfatizou o presidente do órgão, Marcos Brandão. 

“É uma modernidade muito útil onde serão apresentados formulários e as informações poderão ser extraídas de maneira automática, durante preenchimento de formulário, que serão transformados em gráficos e estatísticas como orientações para decisões governamentais e avaliação das ações”, e garantiu ainda que a Prodepa está à disposição para as futuras evoluções e aperfeiçoamentos do sistema. 

Participaram da cerimônia, o Secretário da Sejudh, José Francisco; o gerente geral da UsiPaz Icuí, Alex Melul; Julio Alejandro, diretor geral do Núcleo de Relações Institucionais da Seac; Deputada Estadual Nilse Pinheiro, representando a Alepa; Luciana Filizolla, representando a Defensoria Pública do Estado do Pará; Lívia Noronha, coordenadora da Mulher de Belém e o delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Walter Rezende que afirmou que “é um instrumento de fundamental  importância dessa nossa luta constante pela defesa às mulheres, mulheres guerreiras, empoderadas e que cada vez mais, com muita justiça e competência, alcança seu espaço” e que a Polícia Civil, dentro de suas atribuições, mantém seu compromisso com a sociedade, não medido esforços para alcançar um horizonte maior nesta luta. Dentre os órgãos parceiros, está o Ministério Público do Pará e a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa (Alepa).

Por Nathalia Mota (PARAPAZ)