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Sespa tranquiliza população sobre a febre amarela no Pará

Por Redação - Agência PA (SECOM)
19/01/2017 00h00

A Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) informa que não foram registrados casos de febre amarela no Estado desde 2015 e descarta qualquer situação alarmante, como vem ocorrendo em Minas Gerais. Logo, não há mortes a serem apuradas e tampouco pessoas internadas com sintomas da doença no Estado. Somente no ano passado, 71.195 pessoas foram vacinadas no Pará contra a doença. Em 2015, o quantitativo foi de 80.230 imunizados, o que equivale uma cobertura vacinal considerada excelente. 

Segundo levantamento técnico do Grupo de Trabalho de Zoonoses, da Diretoria de Vigilância em Saúde da Sespa, entre 2010 e 2016 foram confirmados somente cinco casos de febre amarela no Pará, sendo que só três evoluíram para óbito. Nenhum dos cinco pacientes, todos homens e com 18 anos em média, estava com o calendário de vacina em dia. Os registros foram nos municípios de Breves e Tailândia, ambos com óbito em 2010; Acará em 2013; Monte Alegre em 2014; Afuá em 2015 e em Gurupá em 2015, sem óbito.

A título de recomendação, a Sespa orienta o mesmo que o Ministério da Saúde vem estimulando em todos os Estados: toda pessoa que mora ou vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata, que são áreas com recomendação da vacina contra febre amarela, deve se imunizar. Isso ocorre porque a transmissão da febre amarela é tida como possível na maioria das regiões rurais do Brasil entre dezembro e maio.

A vacina contra febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e, no Pará, pode ser encontrada em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS). As doses podem ser aplicadas a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, devido ao atual cenário em Minas Gerais, o Ministério da Saúde definiu a manutenção de duas doses da vacina no calendário oficial, sendo uma dose aos noves meses de idade com reforço aos quatro anos. Para pessoas de 2 a 59 anos, a recomendação é de duas doses.

As vacinas não são recomendadas para grávidas, crianças com menos de seis meses, alérgicos a ovos e pessoas que vivem em áreas sem registro do vírus. Nos casos de pessoas com mais de 60 anos e pacientes com imunodeficiência, a administração da vacina deve ser condicionada à avaliação médica.

Sintomas – Os efeitos da febre amarela sobre o corpo incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Segundo informações da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o vírus da febre amarela se mantém naturalmente num ciclo silvestre de transmissão, que envolve primatas não humanos (hospedeiros animais) e mosquitos silvestres. Há 17 anos, os órgãos de saúde pública realizam a vigilância de epizootias (doenças que atacam animais) desde 1999, com o objetivo de antecipar a ocorrência da doença por meio da vacinação das pessoas como forma de evitar urbanização da doença.

“É importante ressaltar que a vigilância estadual está em alerta, monitorando e orientando os municípios para a prevenção da febre amarela. A população não precisa ficar alarmada, pois o Estado tem trabalhado maciçamente para conter a doença no Pará”, concluiu o diretor do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, Bernardo Cardoso. (Com informações do Ministério da Saúde)