Sespa começa a elaborar planos de combate à malária e raiva no Marajó

A iniciativa visa fortalecer o trabalho de vigilância e prevenção dessas doenças, consideradas endêmicas na região

22/04/2021 18h36 - Atualizada em 22/04/2021 20h24

Malária e raiva são doenças endêmicas na região do Arquipélago do Marajó. Para prevenir o aparecimento de novos casos, o Departamento Estadual de Controle de Endemias da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual do Programa de Malária e Raiva, esteve nesta quinta-feira (22) no município de Breves para, junto com a equipe do 8º Centro Regional de Saúde,  elaborar planos de combate a essas endemias na região.

Adriana Tapajós, diretora de Endemias da Sespa, informa que alguns municípios do arquipélago já tiveram surto das duas doenças no passado. “Em alguns municípios do Marajó já tivemos surto de raiva em humanos, e até casos de óbito. Hoje, não temos casos registrados de raiva na região, mas temos um perfil ambiental muito forte, por isso estamos sempre fortalecendo o trabalho de vigilância, promoção e prevenção à saúde. No caso da malária, o Marajó é uma região prioritária, com perfil socioeconômico e ambiental para a doença. Atualmente, o município de Anajás apresenta um número um pouco mais elevado de casos, mas que continuam controlados por conta da manutenção das atividades de vigilância constante”, acrescenta a diretora.Técnicos do Departamento de Controle de Endemias e do 8º Centro Regional de Saúde já discutem as normas dos planos

No primeiro trimestre de 2020 foram registrados 4.936 casos de malária no Pará. No mesmo período de 2021 houve queda, sendo contabilizados 4.334 casos. Em Anajás, de janeiro até 22 de abril de 2021, já foram notificados 530 casos da doença, e em Breves 140 casos.

O último surto de raiva humana no Pará ocorreu em 2018, com registro de 10 casos, sendo nove em menores de 18 anos, todos residentes em área ribeirinha do município de Melgaço, no Marajó, com histórico de contaminação por morcegos hematófagos e sem realização de profilaxia antirrábica pós-exposição.

Controle - No caso da malária, o plano de combate que está sendo elaborado pela equipe da Sespa contemplará diagnóstico e tratamento precoce, controle vetorial, instalação de mosquiteiros e ações de educação em saúde nas comunidades. A malária é acusada por um protozoário transmitido ao ser humano pela fêmea do mosquito Anophele.

 O plano de combate à raiva vai contemplar ações de captura de morcegos, educação em saúde e investigação de pessoas e animais agredidos. A raiva é uma doença viral, transmitida ao homem no contato com a saliva de animais infectados.

Por Melina Marcelino (SESPA)