PM e Governo do Estado formam quase 5 mil alunos pelo Proerd

O modelo, que teve origem nos Estados Unidos, em 1983, é desenvolvido em mais de 58 países.

14/12/2019 14h03 - Atualizada em 23/12/2019 09h18
Por Carol Menezes (SECOM)

Mais 4,7 mil estudantes do 5º ao 7º ano do Ensino Fundamental de escolas estaduais e municipais de Belém e distritos concluíram o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) desenvolvido pela Polícia Militar do Estado do Pará (PA). O governador Helder Barbalho participou da solenidade de formatura na Arena Multiuso Guilherme Paraense, o Mangueirinho, na manhã deste sábado, 14, na companhia da primeira-dama, Daniela Barbalho, madrinha do projeto.

Antes da entrega dos certificados de conclusão do curso, as crianças participaram de vários momentos de brincadeira e de conscientização. Das arquibancadas, os familiares prestigiaram o feito dos seus filhos, sobrinhos, irmãos e netos. A banda da PM-PA e o coral de estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ernestina Rodrigues recepcionaram os convidados.

"Este projeto trata da humanização das ações da Polícia Militar, que tem responsabilidade em dar segurança para a nossa gente, mas também pode orientar na formação de nossas crianças e jovens, para que possam, além de aprender o conteúdo curricular, saber o que é certo, o que é errado. Fazer uma escolha pela vida, pelo futuro, ao saber dos prejuízos causados pelo consumo de drogas. A gente espera que essas crianças formadas aqui, hoje, levem essa mensagem para a escola, a casa, a comunidade", estimulou o governador.

A primeira-dama do Estado corroborou a fala de Helder Barbalho. "Um trabalho maravilhoso que confirma que as nossas polícias fazem um trabalho que vai muito além simplesmente da repressão. São essas ações de cidadania que ajudam a construir uma sociedade de paz, e mais igualitária", avaliou Daniela.

O comandante-geral da PM-PA, Cel. Dilson Jr., os secretários de Estado de Articulação da Cidadania (Seac), Ricardo Balestreri, e de Estado da Cultura (Secult), Úrsula Vidal, e ainda o deputado estadual Fábio Freitas, que preside a Comissão de Prevenção às Drogas na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), participaram da programação. O titular da Seac elogiou a atuação da Polícia Militar no programa.

"É um dos maiores programas de prevenção às drogas no mundo e se tornou extremamente importante também aqui no Estado", destacou Balestreri. Dilson Jr. confirmou que a execução do programa é uma das prioridades da corporação. "Além de ser uma forma de humanizar, é a criação de uma aproximação da comunidade com quem a protege", destacou o comandante-geral.

Orgulho - A dona de casa Ana Cristina Ribeiro dos Santos já tem dois filhos formados pelo Proerd e ontem acompanhou o mais novo, Wallace, de 11 anos, no recebimento do certificado. "Deu certo com meus outros filhos, que nunca se envolveram com drogas, então fiz com que o Wallace também fizesse. Quando um dia ele chegou em casa me explicando que droga mata, eu vi que tinha feito certo", explica.

O aluno do 5º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Paracuri II, no distrito de Icoaraci, também aprendeu lições sobre bullying e respeito aos colegas e aos mais velhos. "Aprendi muitas coisas não só sobre drogas, que mata milhões de pessoas por ano", contou.

Professora da mesma escola, a docente Rosângela Pereira reconhece a importância do Proerd na formação dos jovens estudantes. "O conhecimento que eles levaram para a sala de aula os ensinou a se defender e evitar situações de violência. A gente sente que cumpriu uma missão ofertando algo maravilhoso para nossas crianças", reforçou.

De acordo com o Ten.Cel. Marcos Formigosa, um dos responsáveis pela implementação do Proerd no Estado do Pará, o tripé Polícia-família-escola é a base de todo o programa. Os PMs, ainda no curso de formação, recebem orientações para lidar com essa demanda. "Além da aproximação com a comunidade, falamos sobre os malefícios do uso de drogas lícitas e ilícitas, bem como a importância de evitar atitudes violentas, ruins para a sociedade e também para eles mesmos", detalha.

As aulas são ministradas em 70 dias, uma vez por semana, e os resultados são rapidamente reconhecidos. "Quando apresentamos os malefícios do uso de drogas, as consequências do bullying, a gente percebe uma melhora imediata no comportamento", afirma Formigosa.

A estudante Maria das Graças Ramos Costa, de 12 anos, estuda na Escola Estadual de Ensino Fundamental São João Batista, também no distrito de Icoaraci, e entrou no curso por incentivo do pai, Juvenal Costa. "Eu achei muito interessante porque mostra a importância de combater esse mal. Ainda mais em alunos dessa idade, nessa fase tão importante para o crescimento e para a educação", relatou ele, sem esconder o orgulho da filha.

"Agora eu sei sobre o quanto fazem mal não só as drogas ilícitas, mas também o álcool, o cigarro, sobre como negar se alguém me oferecer. A gente aprende que todo mundo tem que fazer sua parte, isso vai fazer a diferença", relatou a aluna do 5º ano.

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