Força Nacional faz ação preventivas em escolas públicas de Ananindeua

Policiais conversaram com pais, alunos e alertaram sobre o mundo do crime e das drogas

06/12/2019 11h38 - Atualizada em 06/12/2019 11h44
Por Laís Menezes (SESPA)

A Escola Estadual Dom Alberto Gaudêncio Ramos, em Ananindeua, foi a 7ª instituição de ensino a receber uma ação preventiva realizada por militares da Força Nacional. A atividade, que aconteceu na noite da quinta-feira (6), consiste em um encontro entre pais, alunos e os agentes federais para um bate-papo sobre violência, criminalidade e drogas. Os agentes federais atuam no município pelo projeto “Em Frente Brasil”.

O diálogo visa estabelecer uma proximidade entre a comunidade e as forças policiais com o objetivo de alertar responsáveis e estudantes sobre a entrada dos jovens no mundo do crime e das drogas. “A população geralmente só recorre à polícia no momento que está em apuros. Com esse trabalho queremos mostrar outro lado, aproximar a população das forças de segurança. Se com isso tirarmos um ou dois jovens da linha do crime já será um grande resultado, muitas vezes mais benéfico do que só o enfrentamento nas ruas. É importante entenderem que a polícia é parceira, que estamos aqui pra ajudar”, explicou capitão da Força Nacional, Yuri Barradas.

Durante a palestra, o capitão abordou diversos temas como o panorama de criminalidade no Brasil; o programa Em Frente Brasil, realizado no município de Ananindeua para combater a violência; conscientizou pais e alunos de que segurança pública é responsabilidade de todos e que o papel da família é fundamental para que adolescentes e jovens não se envolvam com o crime; além de alertar sobre a importância da educação nesse contexto.

Para Douglas Rodrigues, 28 anos, aluno do 3º ano do ensino médio, a ação é uma oportunidade de aprender de outro ponto de vista. “Ao meu ver, essa participação da polícia de forma diferente na nossa rotina é um ponto muito positivo, pois vem para educar e ao mesmo tempo combater a violência dentro e fora das escolas. É uma forma de conscientizar o aluno de onde a criminalidade pode levar a pessoa”, avaliou o estudante.

“Essa ação veio somar com várias outras que a escola já faz como o combate à violência contra a mulher, ao uso de droga, ao bullying, entre outras. No entanto enquanto escola, muitas vezes a gente fala e não surte um efeito significativo, mas vir hoje a Força Nacional para cá, conversar com pais, alunos e comunidade em geral, falar um pouco de como funciona a polícia e como cada responsável pode ajudar e contribuir com seu filho para evitar que ele siga por um caminho errado, causa outro impacto”, afirmou Magali Gouveia, gestora da Unidade Seduc na Escola.