'Quebrando Barreiras' promove em escolas a inclusão de pessoas com deficiência

24/09/2019 21h25 - Atualizada em 25/09/2019 16h17
Por Claudiane Santiago (SEJUDH)

Atrações culturais, relatos de superação e conscientização da inclusão da pessoa com deficiência marcaram a programação.Para desenvolver atividades educativas em escolas públicas e privadas do Pará, pelo período de um ano, visando reforçar a inclusão social de estudantes do ensino fundamental e médio, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) lançou, nesta terça-feira (24), o projeto social “Quebrando Barreiras”. O lançamento incluiu a programação especial preparada pela Sejudh, por meio da Gerência de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência - 21 de Setembro.

A iniciativa do projeto é da Gerência, em parceria com o Ministério Público do Estado do Pará. “Para termos uma sociedade mais igualitária e sem preconceitos, precisamos trabalhar junto aos jovens dentro das escolas, para que possam ser multiplicadores de boas práticas em prol da inclusão, possam ter um olhar sensível sobre a realidade”, frisou o secretário adjunto da Sejudh, Rodrigo Roldan.

A bailarina Aliny Rosa, cadeirante desde os 18 anos, acredita que projetos como o “Quebrando Barreiras” são importantes para mudar, cada vez mais, o olhar estereotipado da população sobre as pessoas com deficiência. “É importante que as pessoas percebam e mudem seus olhares de apenas focar em nossas limitações aparentes, pois qualquer pessoa tem uma, seja física ou não. Nós somos mais do que isso. Infelizmente, a palavra deficiente é muito forte, carrega um estigma de ineficiência e, na verdade, não é isso. Eu trabalho, sou casada e faço faculdade normalmente”, declarou.

Houve ainda roda de conversa com depoimentos de PCDs das mais diversas profissões, como artesãs, bailarinas, youtuber, dubladora, fotógrafo, poeta e profissional de Educação Física.Mãe de um aluno de 21 anos com síndrome de Down, a dona de casa Cléia Leal também reforçou a importância da conscientização nas escolas para combater o preconceito e o bullying ainda enfrentados pelos estudantes com deficiência. “Todos os jovens têm sonhos, e com meu filho não é diferente. Para mim é gratificante ver que, aos poucos, as pessoas vão se informando mais, vão vendo que eles são normais. Podem demorar um pouco mais pra realizar algumas atividades, mas conseguem no tempo deles. Ele já tem o ensino médio, e agora quer cursar Educação Física”, informou.

Programação - Atrações culturais, relatos de superação e conscientização da inclusão da pessoa com deficiência marcaram a programação realizada no Teatro Estação Gasômetro, no Parque da Residência, em Belém. O público, formado em sua maioria por alunos de escolas públicas e privadas, aprovou as apresentações de canto e dança, que incluíram música traduzida em Libras (Língua Brasileira de Sinais) embalando valsa de mãe e filha com síndrome de Down, jovens dançando funk, dança do ventre e show de uma cantora com deficiência visual, que mostrou um repertório de Música Popular Brasileira.  

Houve ainda roda de conversa com depoimentos de PCDs das mais diversas profissões, como artesãs, bailarinas, youtuber, dubladora, fotógrafo, poeta e profissional de Educação Física. O evento contou com a presença da secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal, representantes dos núcleos de acessibilidade das universidades Federal do Pará (UFPA) e Federal Rural da Amazônia (Ufra), além da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA).