Centro de perícias Científicas conclui antes do prazo laudo que investiga mortes do Guamá

20/06/2019 10h28 - Atualizada em 20/06/2019 11h10
Por Alexandre Cunha (CPC)

A celeridade nas investigações sobre a morte de 11 pessoas dentro de um bar, na passagem Jambu, no bairro do Guamá, no último dia 19 de maio, continua sendo o ponto principal sobre o caso. Em menos de 30 dias, que era o prazo previsto, a equipe de peritos criminais do Centro de Perícias Científicas "Renato Chaves" (CPCRC) apresentou o laudo definitivo do local do crime, na manhã desta terça-feira (18), na sede da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). Além do documento impresso, o órgão elaborou um vídeo que mostra a ação dos criminosos, que foram entregues à Polícia Civil.

A rapidez por parte do CPCRC partiu pela formação de uma força tarefa, que destacou cinco peritos criminais que se dedicaram exclusivamente ao caso. "O CPCRC ajudou na celeridade desse caso que, além dos peritos, disponibilizou todos os recursos do Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico Legal (IML). Por isso, produzimos um laudo rico de informações e em tempo recorde", enfatizou Celso Mascarenhas, diretor geral do CPCRC.

O laudo conclusivo do local do crime que foi apresentado é composto por mais de 160 páginas, que resultaram na produção de um vídeo que simula a maneira como os assassinos agiram contra as vítimas. "O laudo e o vídeo concluíram que a ação dos criminosos foi rápida e objetiva, em clara característica de execução. Ao todo, foram 22 tiros nas vítimas, ou seja, foram em média dois tiros em cada vítima, o que mostra a precisão dos assassinos. Das 11 vitimas, 9 delas foram alvejadas na cabeça", detalha o perito criminal Jânio Arnoud, gerente do Núcleo de Crimes Contra a Vida.

O CPCRC também já concluiu os laudos da perícia veicular realizada em dois automóveis que foram apreendidos, que teria sido usado no dia do crime. O documento será entregue ainda essa semana e vai apontar se o veículo foi usado ou não pelos participantes nos homicídios.

Além disso, também foi realizada a perícia de balística das 28 peças encontradas na cena do crime, sendo 21 estojos e 7 projéteis de arma de fogo, que seriam compatíveis à pistola calibre ponto 40 e 380. O material coletado foi enviado para o estado da Bahia, onde passou por exame de microcomparação balística, que vai concluir se os projéteis são compatíveis às armas que serão apresentadas pela investigação como usadas pelos atiradores.

"Houve essa necessidade de enviar os projéteis ao Centro de Perícias da Bahia, que possui o sistema avançado de microcomparação balística. Essa necessidade se deve ao compromisso de apresentar um laudo conclusivo sobre essas mortes do Guamá que já nos foi entregue e está sendo terminado para ser apresentado para a PC ainda esta semana, que vai concluir as investigações como forma de dar resposta célere à sociedade", concluiu Celso Mascarenhas, diretor do CPCRC.