Magic Paula fala sobre superação durante copa de basquete em Belém

07/06/2019 19h14 - Atualizada em 07/06/2019 19h16
Por Carol Menezes (SECOM)

O público e os times que participam da Copa América de Basquete Masculino Sub-16, sediada em Belém até o próximo domingo (9), tiveram a oportunidade de conhecer de perto um pouco sobre a trajetória da ex-jogadora Magic Paula, uma das atletas mais celebradas do basquete brasileiro. Depois de acompanhar uma das partidas, na quarta (6), na Arena Guilherme Paraense, o "Mangueirinho", ela falou sobre superação em uma palestra que lotou o Teatro Estação Gasômetro na noite de quinta (7).

A medalhista olímpica elogiou a programação do torneio, e em meio a passagens de sua própria história, comparou, mais de uma vez, a dinâmica de um time na quadra com o trabalho em conjunto nos mais diferentes ambientes profissionais. "Muitas vezes, a gente se preocupa demais em montar uma boa equipe, com estratégia, planejamento, treinamento, mas se esquece do principal: as relações entre as pessoas", explicou.

Desde que deixou de jogar profissionalmente, Paula se dedica a palestrar em ambientes institucionais. E o tema recorrente da superação é apenas o ponto de partida de suas apresentações, que acabam falando, ainda, sobre desafios, pressão, medos e outros sentimentos comuns, que permeiam a atmosfera corporativa.

"Ao longo da minha carreira, percebi que talvez a gente tenha demorado 15 anos para conquistar o primeiro título, porque não entendíamos o papel do outro naquele contexto. A partir do momento em que tivemos uma liderança que entendeu que o ser é incompleto e montou um time para dividir talentos e somar capacidades, as coisas começaram a andar. Não nascemos campeões, a gente aspira", estimulou.

Idealizadora do Instituto Passe de Mágica, que hoje atende a mais de 700 crianças e adolescentes nas cidades de São Paulo, Piracicaba e Diadema, ela lamentou a falta de políticas públicas efetivas que consolidem o investimento no esporte, como fator de desenvolvimento.

"Se não tem um sistema esportivo, ninguém sabe quem cuida de quem. De que forma a gente engaja as empresas para apoiar, porque apoiar um e não o outro... O atleta depende sempre dele mesmo, busca patrocínio para sobreviver. Vivemos uma década de grandes eventos, Pan-Americano, Olimpíadas, Copa do Mundo, em que se investiu muito em infraestrutura, mas não na cultura e política de esporte no país, na formação, em promover um futuro diferente para quem vive com pires na mão atrás de recurso", criticou.

O gerente da cidade na Copa América de Basquete, Del Filho, reforçou que a vinda de Magic Paula sempre fez parte do projeto que trouxe o campeonato para a capital paraense. "A gente queria unir passado recente e presente. É uma campeã mundial prestigiando o torneio, falando para esses garotos onde é possível chegar. Ela deixa uma mensagem de que o esporte é mais importante que a competição", reconheceu.