Servidoras da Adepará participam de capacitação em Florianópolis

23/05/2019 11h19
Por Redação - Agência PA (SECOM)

As médicas veterinárias e fiscais estaduais agropecuárias, Susi Barros e Samyra Alves, servidoras da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) participaram, em Florianópolis (SC), de um Curso de Capacitação em Supervisão de Defesa Sanitária Animal. O evento foi promovido pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola local (Cidasc) e aconteceu na semana passada. A meta da formação: capacitar técnicos no quesito realização de atividades desenvolvidas antes, durante a após a supervisão, partindo da preparação anterior à chegada no campo até a elaboração do relatório com o diagnóstico e medidas corretivas a serem adotadas para a situação encontrada.

O curso teve a participação de auditores fiscais federais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que expuseram os vários formatos de auditorias, supervisões e suas metodologias. Por outro lado, definiram o perfil ideal do auditor/supervisor, no trabalho de aquisição de informações para que o serviço veterinário oficial seja feito com efetividade, nas supervisões e auditorias. Dentre os requisitos requeridos estão conhecimento técnico, postura ética e equilíbrio. 

"Temos um projeto de curso de formação de supervisores com o perfil definido.  A princípio, o curso está previsto para ser realizado no período de 06 a 09 de agosto próximos. Após a capacitação, teremos um número satisfatório de servidores aptos a desenvolver as atividades de supervisão técnica do serviço de defesa sanitária animal executado pela Adepará, com o objetivo de aferir a qualidade do serviço, identificar pontos a serem aperfeiçoados e propor medidas com essa finalidade", informa Susi Barros.

Em outro momento, médicos veterinários da Cidasc, que cuidam de programas sanitários e de outros setores da Defesa Sanitária Animal, apresentaram planilhas. Elas serão usadas como roteiros, em atividades de supervisão nas unidades locais veterinárias, escritórios de atendimento e postos fixos de fiscalização agropecuária. As planilhas englobam desde o conhecimento da legislação de defesa sanitária, os procedimentos técnicos a serem adotados no atendimento a uma suspeita de enfermidade em animal de produção, até a interação do serviço de defesa sanitária animal com outros segmentos do setor agropecuário.

Exercício prático - Após os estudos teóricos, as servidoras da Adepará tiveram acesso a um exercício prático, em que a turma, dividida em dois grupos, fez supervisão de forma simulada, em uma unidade local veterinária. A atividade foi a forma de aplicar as orientações da planilha, em nível local, além de fixar as orientações para a correta supervisão.   

Na avaliação das servidoras da Adepará, que participaram do curso, a formação foi de grande importância, uma vez que, atualmente, o mercado consumidor está cada vez mais exigente. Isso somado a outro fator: o Plano Estratégico 2017-2026 da Febre Aftosa, do Mapa, que coloca o Pará num momento de transição, onde atualmente está havendo a substituição do uso da vacina trivalente de 5 ml para a bivalente de 2 ml. 

Dentro de algum tempo, a vacina que combate a febre aftosa será retirada no Pará e substituída por um maior e mais abrangente trabalho de prevenção. Esse trabalho obedece mudança estratégica, adotada pelo Mapa, para erradicar a doença e, nisso, o setor de Defesa Sanitária Animal da Adepará vai potencializar o acompanhamento, aferição e adoção de medidas corretivas, com finalidade de melhorar a qualidade do serviço veterinário oficial e, consequentemente, expandir a cadeia do agronegócio paraense, nos mercados nacional e internacional. 

Segundo o cronograma estabelecido pelo Mapa, em maio de 2020 será realizada a última vacinação contra febre aftosa no Pará. A partir daí, ela não mais será permitida. "Porém, para que possamos retirar a vacina, precisamos de um serviço veterinário oficial robusto e eficiente, e dos setores agroprodutivo, acadêmico, de extensão e de pesquisa trabalhando de forma participativa e integrada ao serviço de defesa sanitária animal. Com responsabilidades compartilhadas e metas a cumprir, definidas no Plano Estratégico 2017-2026, e estando sob acompanhamento e avaliação constante do Mapa, que é o responsável pela autorização da retirada da vacinação no Estado, a tendência é conquistarmos nossos objetivos", complementa a médica veterinária Susi Barros.

O que é a febre aftosa?

É uma doença infecciosa aguda que deixa o animal com febre. Aparecem em seguida vesículas (aftas), na boca e pés de em bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos. O vírus, que a causa, tem sete tipos distintos e sua disseminação é muito rápida, caso medidas de controle não sejam imediatamente adotadas. Está presente no epitélio (tecido que reveste) e fluído das vesículas, e também na saliva, leite e fezes do animal doente.Quando chega ao auge, a febre aftosa pode ser encontrada também no sangue da vítima. A disseminação é feita entre animais ou através de alimentos e objetos contaminados. A doença também pode ser transmitida por meio de mãos de pessoas, que estiveram em contato com animais adoecidos, calçados, roupas e outros objetos e utensílios que contenham a virose.