Estado firma parcerias para combater a exploração sexual no Pará

10/10/2019 14h02 - Atualizada em 10/10/2019 15h39
Por Larissa Noguchi (SECOM)

Governador Helder Barbalho com a secretária de Educação, Leila Freire, e representantes do Instituto LibertaNa manhã desta quinta-feira (10), o governador do Pará assinou uma parceria com o Instituto Liberta, Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Tribunal de Justiça do Estado. O trabalho será iniciado em novembro e deve começar pelas escolas estaduais da região metropolitana de Belém. A ideia é sensibilizar profissionais da área de educação, que irão trabalhar como multiplicadores de conscientização no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Segundo a diretora do Instituto Liberta, Luciana Temer, as ações já trouxeram resultados positivos de outras parcerias em escolas do estado de São Paulo, e agora, servem de exemplo para o Pará. “Vamos replicar um trabalho que deu certo e ajudar os professores a identificar as situações de exploração sexual, e entender qual o papel do educador nesse momento”, ressaltou.

Cada escola terá pelo menos dois protagonistas que comandarão as ações e os debates sobre a exploração sexual. Inicialmente, rodas de conversa serão realizadas para sensibilizar os professores e a comunidade escolar. A parceria com a Secretaria Estadual de Educação deve começar nas escolas da região metropolitana e, em breve, irá percorrer todo o Estado.

“Nós queremos que, através do movimento Educa Pará, essa iniciativa chegue a todas as escolas. O professor também precisa assumir o protagonismo nesse combate à exploração sexual”, disse a secretária de Educação, Leila Freire. 

Ação começa em novembro, pelas escolas públicas da Região Metropolitana de BelémO Instituto Liberta entende que a escola é um lugar importante para trabalhar o combate à exploração sexual, principalmente, porque as crianças e adolescentes, quando vítimas, acabam levando esse problema para o ambiente escolar. Por isso, o educador pode ajudar a identificar mudanças de comportamento, rendimento do aluno e até sinais de agressões ,compondo uma rede de apoio.

"Através dos professores repercutindo junto aos alunos, com a liderança e a influência dos nossos estudantes, certamente, isso se prolifera nas casas, nas famílias, formando uma rede que possa mobilizar a sociedade contra a exploração infantil e contra a exploração sexual", disse o governador do Pará, Helder Barbalho. 

Programa Papo Liberta 

O Instituto possui o programa Papo Liberta, que porporciona encontros com professores, com o objetivo de capacitar estes profissionais a identificarem casos de exploração sexual de crianças e adolescentes, e orientá-los a agir de forma integrada com a rede protetiva no enfrentamento ao problema. O Liberta acredita na conscientização e articulação como estratégias fundamentais para a busca de soluções.

Em São Paulo, após seis meses de realização das rodas de conversa, houve um aumento de 300% do registro de ocorrências escolares de violências sexuais no sistema da Secretaria de Educação.