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Jogos interativos transformam rotina de pacientes em tratamento no Hospital Regional da Transamazônica

Iniciativa utiliza atividades lúdicas para reduzir a ansiedade e reforçar orientações de saúde entre pacientes da hemodiálise e clínicas de internação em Altamira

Por Governo do Pará (SECOM)
05/02/2026 17h01

O Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, implementou um projeto de jogos interativos como estratégia de humanização para pacientes em tratamentos de longa permanência. A iniciativa, que utiliza tabuleiros e jogos lúdicos em setores como Hemodiálise e Clínicas Médica e Cirúrgica, visa reduzir a ansiedade hospitalar, estimular a atividade cognitiva e facilitar a assimilação de orientações nutricionais e clínicas por parte dos usuários. 

Pedro Alves Souza, 68 anos, brincou, pela primeira vez, com jogo do percurso, que consiste em um tabuleiro onde o caminho pode levar à chegada bem rápido, se o jogador der sorte na hora de rodar o dado. Ele também pode ficar preso numa série de obstáculos pela frente, sendo obrigado a voltar diversas vezes. Pedro deu sorte e concluiu antes dos adversários. “Isso é muito bom porque é um meio de comunicar com as pessoas, uma brincadeira boa e uma alegria estar junto com os outros aqui. É um grupo de amigos”, comemora o paciente da Hemodiálise, que também não escondeu a felicidade com o prêmio. “Olha o brindezão aqui”.

O HRPT é referência em Hemodiálise, setor indispensável para a sobrevivência de 124 pacientes que realizam sessões três vezes por semana. A nutricionista Aline Menezes faz parte do projeto e explica que, por meio da didática, os pacientes se sentem mais à vontade. “Quando a gente traz o jogo educativo, eles tendem a prestar mais atenção e a participar. Isso faz com que eles assimilem melhor as orientações”, sobre alimentação saudável, por exemplo.

Devido à rotina, os pacientes podem desenvolver ansiedade e os jogos na sala de espera funcionam como um dispositivo de alívio, antes de cada sessão. “Por isso a gente tem esse momento, enquanto estão aguardando para entrar na Hemodiálise, para estar com eles no dia a dia com mais interação, para eles saberem que a gente está aqui para acolher, ajudar e fortalecer no tratamento, além da vida social”, pontua a assistente social Leila Almeida.

Além da Hemodiálise, a equipe multiprofissional do Regional da Transamazônica, em parceria com a Humanização, implementou o projeto de jogos interativos em outros setores, onde a permanência do paciente tende a ser maior, como as clínicas Cirúrgica e Médica.

Júlio César dos Santos Duarte, 23 anos, se recupera de uma cirurgia na cabeça, depois de infecção ocasionada por um acidente no quintal de casa. O jovem aproveitou a ocasião para manter a mente em atividade e foi destaque em dama, dominó e jogo da memória. “Pra quem fez cirurgia na cabeça, isso ajuda muito. É uma ação que vai ajudar muita gente, vai ajudar demais na memória”, comenta. “Para a gente que está há muitos dias aqui, fica entediado e [os jogos] vão fazer bem para muitos pacientes, e para os acompanhantes também, como eu”, completa Verônica Dias dos Santos, mãe do Júlio César.

Para a psicóloga Mylena Sousa, idealizadora do projeto, a iniciativa do HRPT apresenta ao paciente uma sensação de bem-estar. “Essa ação é feita para que a gente consiga desfocar da doença, para que a gente consiga sair do ambiente hospitalar, mesmo estando em um ambiente hospitalar, que o paciente consiga rir, espairecer e estar em plena atividade e interação com todos ao seu redor”, explica. De acordo com a profissional, devido ao sucesso do projeto piloto, a ideia é fixar os jogos interativos como ação contínua semanal. Francisco Lima de Sousa, que mandou bem no dominó, ficou ansioso para a próxima rodada. “Foi bom demais, que evento bacana que fizeram com a gente. Para quem fica só deitado no leito, sair um pouco é uma diversão”, observa.

Texto de Rômulo D’Castro